Relicário de beato roubado em igreja de Viana do Castelo
Peça de arte sacra com ossadas de S. Bartolomeu dos Mártires.
Um "atentado à sensibilidade" dos católicos e à Igreja. É desta forma que o bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, classifica o furto do relicário com os restos mortais do beato Bartolomeu dos Mártires, da igreja de São Domingos, em Viana do Castelo.
A peça, em metal dourado, não tem qualquer valor monetário, mas tem grande significado para os devotos do beato, que pode ser canonizado em breve.
"Depois de uma primeira tentativa de furto, na terça-feira, ao início da tarde, em que tentaram abrir um moedeiro, voltaram no dia seguinte, no mesmo intervalo de tempo, retiraram o vidro que protegia o relicário e levaram-no, sem ninguém se aperceber", explicou Ricardo Oliveira, secretário paroquial.
A igreja não tem sistema de videovigilância, mas a Polícia Judiciária de Braga está a investigar o caso.
"Acredito que tenha sido um roubo de ocasião, mas nenhuma situação está posta de parte como por exemplo a encomenda de algum devoto", explicou Ricardo Oliveira, que não acredita na possibilidade do relicário ter sido furtado para ser utilizado num ritual de bruxaria.
"Só queremos que nos devolvam as ossadas"
"Devem ter achado que por ser dourado, vale muito dinheiro. O nosso medo é que quando perceberem que não tem valor monetário, o atirem ao lixo. Só queremos que nos devolvam ao menos as ossada", disse Ricardo Oliveira.
PORMENORES
Beatificado em 2001
Frei Bartolomeu nasceu em Lisboa, em 1514, e foi responsável pelo território que hoje compreende as dioceses de Braga, Viana do Castelo, Bragança e Vila Real. Foi beatificado em 2001 pelo Papa João Paulo II.
"Pai dos pobres"
Apelidado pelo povo como "arcebispo santo, pai dos pobres e dos enfermos", morreu em Viana do Castelo.
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