Requisição civil contra protestos dos Enfermeiros
Ministra da Saúde diz que equaciona todas as fórmulas.
Perante a marcação de mais greves por parte dos enfermeiros já para janeiro, o Governo poderá recorrer à requisição civil.
A ministra da Saúde, Marta Temido, disse na segunda-feira, numa visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que vai equacionar "todas as fórmulas" para garantir que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não fique refém de reivindicações profissionais.
"Procurámos, num esforço absolutamente titânico, encontrar caminhos que permitissem aproximarmo-nos. Se isso não for possível, há outras fórmulas", afirmou.
E sobre se a requisição civil seria uma fórmula, a ministra disse que se referia a "todos os instrumentos que, num Estado de Direito, permitem que todos os cidadãos não fiquem reféns de reivindicações profissionais que, por muito legítimas que possam ser, não podem capturar o próprio Estado".
Ao CM, Nuno Couceiro do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) disse que o recurso à requisição civil "só pode ser feito mediante um argumento forte e as greves têm os serviços mínimos garantidos".
No dia 3 de janeiro os sindicatos voltam a reunir com a equipa negocial dos ministérios da Saúde e das Finanças.
Hoje, a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) publica o pré-aviso de uma nova greve, com início às 8 horas de 7 de janeiro e fim a 20 de fevereiro, nos centros hospitalares do Porto, Entre o Douro e Vouga, Gaia/Espinho, Tondela/Viseu, São João e os hospitais Garcia de Orta e Braga.
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