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Enfermeiros marcam mais 45 dias de greve

Exigem subida do salário-base de 1200 para 1600 euros e categoria de especialista com 2700 euros.

22 de dezembro de 2018 às 01:31

A greve de 45 dias a ser realizada a partir da segunda semana de janeiro vai manter-se, avançou a presidente da Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros, Lúcia Leite. As diferentes estruturas sindicais tiveram, esta sexta-feira, uma reunião com a ministra da Saúde, Marta Temido, mas no final não houve acordo.

Segundo Lúcia Leite, o encontro foi "uma tentativa de sensibilização dos sindicatos para pararem a greve", mas, acrescentou: "Não vamos parar".

Para a ministra da Saúde, a "reunião foi para avaliação do ponto de situação sobre o estado da profissão de enfermagem e não uma negociação de carreiras e a expectativa é que, no início do novo ano, haja condições para aprofundar esta negociação".

"Acredito que as várias profissões e as outras profissões da Saúde, a administração pública e os trabalhadores do setor privado terão muita dificuldade em perceber que haja uma reivindicação de passar um salário-base que é de 1200 euros para 1600 euros, e uma remuneração de especialista para 2700 euros", acrescentou.

Novas negociações estão marcadas para 2 de janeiro, divulgou Lúcia Leite. No encontro estará também presente o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal, cujo vice-presidente, Ulisses Rolim, sublinhou que a ‘greve cirúrgica’ só acaba com a criação da categoria de especialista.

SAIBA MAIS

9000

cirurgias programadas foram adiadas desde que teve início a greve nos blocos operatórios a 22 de novembro último, divulgou o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal. Mas segundo o Governo, foram adiadas seis mil operações.

Maioria não tem 40 anos

Na Ordem dos Enfermeiros estavam inscritos no final de 2017 um total de 71 mil enfermeiros, sendo que a esmagadora maioria (58 mil) eram mulheres. Destes, a maior parte tinha menos de 40 anos, num total de 41 mil.

Paralisação nacional de 22 a 25 de janeiro

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, José Carlos Martins, avançou ontem no final da reunião no Ministério da Saúde que vão realizar uma greve nacional entre 22 e 25 de janeiro. "Cada dia de paralisação será destinado a uma das regiões", disse.

Médicos adiam decisão de redução de horas

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, João Proença, avançou esta sexta-feira que houve um entendimento com a ministra da Saúde, Marta Temido, para que venha a ser decidida na próxima legislatura a decisão sobre a redução do período normal de trabalho em Serviço de Urgência de 18 para 12 horas semanais dentro do horário semanal. O objetivo é serem realizadas mais seis horas por semana para consultas e cirurgias programadas.

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