Santarém cria dois novos centros de acolhimento

Dois novos centros estão a funcionar na Estação Zootécnica Nacional e em instalações da Santa Casa da Misericórdia acolhendo atualmente 54 pessoas.

09 de fevereiro de 2026 às 19:16
Famílias deslocadas encontram refúgio num pavilhão desportivo em Santarém Foto: ANTÓNIO PEDRO SANTOS
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A Câmara Municipal de Santarém encerrou o centro de acolhimento provisório instalado no pavilhão municipal e transferiu as pessoas para dois novos espaços com melhores condições de privacidade e conforto, disse esta segunda-feira à Lusa a vereadora Teresa Ferreira.

Segundo a autarca, os dois novos centros estão a funcionar na Estação Zootécnica Nacional, na Póvoa da Isenta, e em instalações da Santa Casa da Misericórdia, nas Fontainhas, acolhendo atualmente 54 pessoas.

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"Ainda esta tarde acolhemos mais três pessoas. Temos 54, neste momento", afirmou.

Teresa Ferreira adiantou que os espaços permitem que os deslocados durmam "em quartos, em camas e com outro nível de conforto e segurança", em alternativa ao pavilhão, onde todos pernoitavam juntos, em camas disponibilizadas pelo Exército e pela Cruz Vermelha.

A vereadora explicou que a transferência foi feita "numa janela de duas horas", entre as 14:00 e as 16:00 de domingo, aproveitando o período de menor pressão logística devido às eleições, num processo que descreveu como "complexo", envolvendo crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

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Além das necessidades de alojamento, a autarca sublinhou a importância do apoio psicológico prestado pelas equipas municipais, já que muitas das pessoas retiradas das zonas de risco se encontravam "muito ansiosas" com receio de perder as casas pelas cheias ou pelos deslizamentos de terra que têm afetado o concelho de Santarém.

"As pessoas chegaram um bocadinho desestabilizadas, porque não é normal terem de abandonar as suas casas. O apoio psicológico, nestas situações, é muito importante", afirmou referindo que o município recorreu também a equipas externas.

A Unidade Local de Saúde da Lezíria do Tejo assegurou também acompanhamento médico e de enfermagem a essas pessoas.

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Nos novos centros, as famílias estão a ser instaladas em quartos de duas ou quatro camas, um arranjo que exigiu "um verdadeiro puzzle" para permitir manter os agregados juntos, disse.

O município está igualmente a garantir transporte escolar para os menores e meios para que alguns adultos possam deslocar-se para as suas atividades profissionais.

Teresa Ferreira disse ainda que mantém permanente com a Proteção Civil, prevendo que algumas pessoas possam regressar às suas habitações dentro de "dois a três dias", dependendo da evolução das condições de segurança. Ainda assim, alertou que a semana "será difícil" e que o município está preparado para acolher mais deslocados.

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Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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