Semana com chuva não anula seca no Sul do País
Chuva forte e persistente no Norte e Centro deverá chegar este domingo.
As previsões meteorológicas apontam para uma semana marcada pela chuva. Contudo, no Sotavento do Algarve e no concelho alentejano de Mértola, áreas que enfrentam a situação de seca mais grave do País, não está prevista a ocorrência de precipitação.
Para amanhã as previsões apontam para períodos de chuva, que poderá ser forte e persistente no Minho e Douro Litoral e sob a forma de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela, até ao início da manhã. Para os restantes dias da semana a chuva vai continuar, associada à neblina ou nevoeiro matinal.
Em resultado da chuva, haverá uma subida das temperaturas mínimas entre os três e os sete graus no espaço de 24 horas. Em Lisboa, a evolução será de 8 para 12 graus na manhã de segunda-feira. No Porto, de 6 para 11, e em Coimbra de 4 para 11. Já em Bragança, a capital de distrito mais fria, a evolução é de zero para 3 graus.
Diferente é, contudo, a previsão para o Algarve, região onde persiste a situação de falta de água nos solos, com especial foco para o Sotavento Algarvio, onde a seca é classificada de severa. Para os próximos dias, na parte leste do Algarve, a previsão é de céu parcialmente nublado. No Barlavento, há a indicação de chuva, mas será apenas fraca ou chuviscos.
A ausência de chuva é também apontada a partir de terça-feira em Mértola, o concelho mais atingido no Alentejo pela falta de água nos solos.
A maior parte do Baixo Alentejo, a exemplo do Barlavento Algarvio, está em situação de seca moderada. Para os próximos dias, há a possibilidade de ocorrência de chuva, mas não terá a mesma intensidade da chuva indicada para o Norte e Centro, sendo previsível que até final de janeiro a região permaneça em situação de seca.
Alentejo regista quatro barragens com menos de 20%
SAIBA MAIS
86%
do valor habitual de precipitação foi verificado em 2019. A precipitação média anual foi de 755,6 litros por metro quadrado, contudo, o território do continente regista fortes disparidades entre o Norte e o Sul.
Três tempestades
A passagem das depressões ‘Daniel’, ‘Elsa’ e ‘Fabien’ em dezembro, originou em Portugal
continental precipitação forte e persistente e vento forte, provocando estragos avultados.
Dez meses de seca
Todo o território do continente viveu em situação de seca entre janeiro e outubro de 2019. Na região Sul, a seca permanece.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt