Sindicatos europeus exigem medidas da União Europeia que protejam empregos e salários
"Os trabalhadores têm todas as razões para estarem hoje nas ruas", disse a secretária-geral da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), Esther Lynch, em comunicado.
A Confederação Europeia de Sindicatos alertou esta sexta-feira, Dia Internacional do Trabalhador, que "outra crise do custo de vida não é inevitável" e exigiu que os líderes da União Europeia protejam empregos e salários contra a inflação.
"Os trabalhadores têm todas as razões para estarem hoje nas ruas. Os empregos estão a desaparecer, os preços estão a subir e os salários estão a ficar para trás", disse a secretária-geral da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), Esther Lynch, em comunicado.
Os sindicatos europeus afirmam que "os trabalhadores recusam-se a pagar o preço da guerra de Donald Trump no Médio Oriente", um conflito que responsabilizam pelo aumento dos preços que "põem em risco os empregos e acabam com a modesta recuperação dos salários".
A dirigente sindical acrescentou que as manifestações planeadas para esta sexta-feira "mostram que os trabalhadores não ficarão de braços cruzados enquanto os seus empregos e nível de vida forem destruídos".
Exigiu ainda que as instituições europeias forneçam "salários que acompanhem o custo de vida, medidas sobre os preços da energia para garantir que os lucros não se sobrepõem às pessoas e investimento real em empregos e indústrias".
"Precisamos de impulsionar a economia, colocando dinheiro no bolso dos trabalhadores, cobrar impostos extraordinários sobre os lucros exorbitantes das grandes empresas energéticas e investir em energias renováveis ??para evitar uma crise semelhante no futuro", acrescentou Lynch.
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