Tarefeiros garantem urgência regional para grávidas na Margem Sul
Equipa de ginecologia/obstetrícia é formada em 80% por profissionais dos hospitais de Almada e do Barreiro e continua a ter médicos tarefeiros.
Contra a vontade de várias organizações de utentes e dos autarcas, a urgência de ginecologia/obstetrícia do Barreiro fechou de vez, após vários meses de constrangimentos, que obrigaram a encerrar o serviço dezenas de dias. Com a abertura, esta quarta-feira, da Urgência Regional de Obstetrícia e Ginecologia da Península de Setúbal, com sede no hospital Garcia de Orta, em Almada, e um polo no hospital de São Bernardo, em Setúbal, as utentes servidas pelo hospital do Barreiro passam a ser atendidas em Almada, em caso de urgência.
"Este modelo de funcionamento foi desenhado para garantir alguma previsibilidade, para que qualquer mulher com questões do foro ginecológico ou obstétrico soubesse exatamente o que tem de fazer. Sabemos os constrangimentos que tínhamos e temos, em termos de recursos humanos. Alguma coisa tinha de ser feita", frisou na quarta-feira Elisabete Gonçalves, diretora clínica da ULS Arco Ribeirinho (Barreiro). As utentes continuarão a ter todo o acompanhamento local no Barreiro, sendo que em caso de urgência, a unidade é a de Almada.
Nas primeiras horas de funcionamento, a urgência regional recebeu sete utentes, duas delas da área de influência do hospital do Barreiro.
Nesta primeira fase, a equipa da urgência regional em Almada é composta em 80% por profissionais da ULS Almada-Seixal e da ULS Arco Ribeirinho, continuando a unidade a contar com a contribuição de médicos tarefeiros, explicou Ana Luísa Broa, diretora clínica para a área dos cuidados de saúde hospitalares da ULS Almada-Seixal.
Utentes criticam fecho
Doze organizações de utentes dos serviços públicos assinaram um manifesto no qual criticam o encerramento da urgência de ginecologia e obstetrícia do Barreiro, e que pretendem entregar na quinta-feira à ministra da Saúde.
Enfermeiros queixam-se
A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros queixou-se na quarta-feira de que os enfermeiros da ULS Arco Ribeirinho, deslocalizados para Almada, não foram notificados ou informados por escrito da mudança de local de trabalho.
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