Trabalhadores das limpezas fazem greve nacional a 9 de novembro

Protesto por novo acordo coletivo vai ser acompanhado de uma manifestação de rua em Lisboa.

02 de novembro de 2018 às 18:49
Empregada de limpeza Foto: Getty Images
Empregada de limpeza Foto: Getty Images

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Os trabalhadores do setor das limpezas industriais marcaram uma greve nacional e uma manifestação a 09 de novembro para pressionar as empresas a negociar um novo acordo coletivo, com aumentos dos salários e do subsídio de refeição.

A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza e Atividades Diversas (STAD), Vivalda Silva, disse à agência Lusa que a paralisação "deverá ter uma grande adesão, com maior repercussão nos hospitais e transportes", tendo em conta "a mobilização mostrada pelos trabalhadores nos plenários que têm sido feitos".

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"Nós só queremos que associação patronal aceite negociar connosco um novo Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) e depois logo se vê o resultado, mas os trabalhadores deste setor não podem continuar a ganhar o salário mínimo e a receber um subsídio de refeição de 1,80 euros por dia", afirmou a sindicalista.

O STAD reivindica aumentos salariais que permitam fixar as remunerações nos 650 euros e um subsídio de refeição de cinco euros por dia.

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"Desde 2009 que os trabalhadores do setor ganham o salário mínimo, exceto as chefias, mas isso não pode continuar, por isso defendemos que em janeiro, quando o salário mínimo passar para os 600 euros, o salário do setor passe para os 650 euros e que sejam retomados os diferentes níveis em função da carreira, com 50 euros de diferença entre eles", disse Vivalva Silva.

Segundo a sindicalista, o CCT não é revisto desde 2004 e não há negociação desde 2006.

Em 2010, a associação patronal do setor pediu a caducidade do Contrato, mas o ministério do Trabalho não a reconheceu.

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O STAD queixa-se também de que as empresas não cumprem "importantes direitos contratuais dos trabalhadores, especialmente o pagamento das horas noturnas a 30% e a 50%, o pagamento dos feriados a 100% e a concessão de um dia de folga compensatória, o pagamento dos domingos, quando trabalhados, com acréscimo de 16% sobre a remuneração mensal e o pagamento desse acréscimo nos subsídios de férias e de Natal".

No dia da greve, os trabalhadores do setor deslocam-se a Lisboa para se manifestarem junto à sede da Associação Portuguesa de Facility Services (APFS).

O sindicato conta ter vários milhares de trabalhadores no protesto pois já estão fretados 22 autocarros para trazer levar à capital pessoas de norte a sul do país.

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Este setor emprega mais de 35.000 trabalhadores, em mais de uma centena de empresas.

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