Trabalhadores impedidos de participar nas medidas ativas de emprego devido ao mau tempo mantêm direito à bolsa
Encargos financeiros associados a esta medida são exclusivamente suportados pelo IEFP.
Os trabalhadores impedidos de participar, devido às tempestades do início do ano, nas medidas ativas de emprego ou reabilitação profissional em que estavam inscritos mantêm o direito à bolsa, desde que não beneficiem de outra medida de proteção social.
De acordo com o despacho n.º 5204/2026, esta terça-feira, publicado em Diário da República, estão abrangidos os destinatários das medidas ativas de emprego e de reabilitação profissional do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), nomeadamente "Estágios +Talento", "Estágios INICIAR", "+Inclusão", "+Ativação" e "Estágios de Inserção", que se encontravam a decorrer em dia anterior a 28 de janeiro de 2026 nos concelhos abrangidos pela declaração da situação de calamidade, "sem prejuízo do eventual alargamento geográfico".
Nos termos do diploma, que aprova um regime excecional e temporário de apoios sociais a estes trabalhadores, durante o período de suspensão destas atividades, os visados "mantêm o direito à bolsa, desde que não se encontrem abrangidos por outra medida de proteção social, enquanto vigorar a presente medida, a qual é equiparada a um apoio social".
O valor do apoio a pagar aos destinatários pela entidade promotora é calculado tendo em conta o valor correspondente ao número de dias do período de suspensão da atividade, tendo por base a comparticipação mensal do IEFP, por destinatário, nos termos previstos no regime da respetiva medida, subtraído o valor correspondente ao seguro de acidentes.
Este regime excecional e temporário não é aplicável aos contratos de estágio que, à data da suspensão da atividade, se encontrem a menos de 15 dias úteis da data do seu termo, sendo devido o pagamento das ausências justificadas [...] até à data prevista para o termo do contrato.
Os encargos financeiros associados a esta medida são exclusivamente suportados pelo IEFP.
Dezoito pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
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