Utentes percorrem quase duas horas para fazer um raio-x
Em 154 municípios não há clínicas convencionadas com o SNS para a radiologia. Comparticipação de exames de radiologia atingiu 135,6 milhões de euros em 2025.
Há utentes do Alentejo que têm de percorrer quase duas horas para poder realizar um raio-x comparticipado pelo SNS. A Informação de Monitorização sobre Setor convencionado de Radiologia, publicada esta terça-feira pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), refere que há 122 concelhos em Portugal continental sem oferta não pública de radiologia, e que em 154 municípios, onde residem mais de 1,5 milhões de pessoas, não existe oferta convencionada nesta área, ou seja, não há clínicas onde podem ser realizados exames como raio-x, ressonâncias magnéticas ou TAC com requisições do Serviço Nacional de Saúde.
"Estimou-se que o tempo mínimo de deslocação dos concelhos sem oferta convencionada para o concelho mais próximo com oferta convencionada variava entre 13 minutos (na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo) e uma hora e 57 minutos (na região de saúde do Alentejo)", refere a ERS. No ano passado, os encargos do SNS com o setor convencionado da radiologia atingiram 135,6 milhões de euros, mais 3,2% que no ano anterior.
Norte e Lisboa e Vale do Tejo concentram a maior parte dos gastos do SNS com a radiologia, com 54,1 milhões e 45,9 milhões, respetivamente. Existem 795 estabelecimentos com atividade na área da radiologia, dos quais 670 são privados, cooperativos ou sociais. Foram registadas 4371794 requisições pelos convencionados, sendo que 11 dos 670 operadores não públicos foram responsáveis por metade das requisições.
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