"Parecia um cenário de guerra": testemunhas do caso que envolve a morte de 93 animais durante incêndios em Santo Tirso voltam a tribunal

Sessão decorreu no Tribunal de Matosinhos.

12 de maio de 2026 às 15:55
Tribunal de Matosinhos Foto: Eduardo Martins
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Foram ouvidas, esta terça-feira, pela última vez, no Tribunal de Matosinhos, as testemunhas envolvidas no caso dos 93 animais que morreram num incêndio, em 2020, em Santo Tirso. Os animais estavam em dois abrigos ilegais.

Durante a sessão foi ouvido um cabo da GNR, que garantiu que a guarda fez várias inspeções aos dois canis onde se encontravam estes animais. A testemunha garantiu que as inspeções por parte da GNR foram sendo acompanhadas pelo veterinário municipal Jorge Salustio.

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O GNR assumiu que num dos espaços, “Cantinho das 4 patas”, os animais andavam mais soltos e pareciam debilitados, apesar de não apresentarem sinais de ferimentos. Nesse canil em particular, surgiram várias denúncias. Já no outro,  “O abrigo de Paredes", os animais pareciam estar em melhor estado, disse o GNR em tribunal.  

Em tribunal foi ouvida uma popular, Sandra Pimenta, que descreve o cenário de um dos canis como "assustador", num dos dias do incêndio, a 19 de julho. A testemunha relatou que viu animais mortos no canil "Cantinho das 4 patas" e que a GNR não autorizou o resgate dos animais, alegando que estes se encontravam em "propriedade privada". 

Sandra Pimenta sublinhou ainda que alguns animais apresentavam "sinais claros de maus tratos" em ambos os abrigos. "Parecia um cenário de guerra", afirmou. 

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Sandra Silva, terapeuta, também foi ao local. “A Dona Ermelinda disse-me que só tinham morrido dois animais”, “fomos escorraçados pela GNR”, afirmou.

A última sessão para ouvir as duas testemunhas restantes está agendada para o dia 8 de junho. 

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