André Ventura diz que "não faz sentido fazer uma campanha normal" perante a situação de calamidade
Candidato presidencial do Chega esteve numa ação de promoção de recolha de bens em Espinho.
Numa altura em que várias zonas do país estão sob estado de calamidade devido aos efeitos da depressão Kristin, André Ventura, em campanha para a segunda volta das Presidenciais, considerou que "não faz sentido fazer uma campanha normal" face à situação atual. Em Espinho, o líder do Chega esteve numa ação de promoção de recolha de bens, dizendo que a sua intenção é "estar ao lado das pessoas".
Reafirmando as críticas à atuação do poder político, esta sexta-feira Ventura disse, contudo, que a sua prioridade agora passa por "conseguir ajudar" as populações mais afetadas. O candidato, que ontem esteve em Leiria, disse ter ficado "com a impressão de que há zonas muito piores" em termos de danos. "Gostava de ir às zonas mais rurais, ver a devastação e ver onde é que podemos ajudar".
O candidato presidencial acrescentou ainda que "há uma parte do país que ainda não se apercebeu da devastação destas áreas", e afirmou esperar que a sua visibilidade na campanha e o trabalho da comunicação social possam ajudar a iluminar a dimensão dos estragos.
Questionado mais uma vez sobre as acusações de aproveitamento político, Ventura rejeitou essa leitura e, recuperando as declarações de uma idosa que o interpelou na quinta-feira a perguntar se trazia comida para as populações afetadas, considerou que esse é "um risco" que corre enquanto "político diferente".
"Quem se expõe a riscos, às vezes ouve criticas. As pessoas querem dizer-nos coisas", afirmou, reiterando contudo que o importante é dizer às populações que "não estão sozinhas", e apelando a que os candidatos presidenciais usem do seu estatuto para ajudar a dar resposta onde o Governo até agora não chegou. "Nem eu nem António José Seguro somos os candidatos do Governo, por isso se podemos fazer alguma coisa, façamos", afirmou.
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