Governo vai abrir apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100% por causa do mau tempo

Medida de restabelecimento do potencial produtivo aberta para investimentos entre 5 mil e 400 mil euros.

29 de janeiro de 2026 às 16:24
Formulários para as declarações de prejuízos estão disponíveis nos 'sites' das CCDR Foto: Carlos Barroso
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O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, avançou à Lusa.

Os formulários para as declarações de prejuízos estão disponíveis nos 'sites' das CCDR -- Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e várias equipas estão a fazer uma primeira avaliação dos estragos.

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"Com estas informações abriremos uma medida de restabelecimento do potencial produtivo para investimentos elegíveis entre 5.000 euros e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, para os prejuízos até aos 10.000 euros", adiantou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa.

Por sua vez, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), após a falência das comunicações nas sedes regionais, disponibilizou três linhas telefónicas -- uma no centro e duas em Lisboa e Vale do Tejo -, para mitigar situações urgentes.

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O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) disponibilizou à Proteção Civil equipas de sapadores florestais para apoiar ações no terreno.

Nas áreas que estão sob a responsabilidade do ICNF, nomeadamente matas públicas do litoral, incluindo o Pinhal de Leiria, Casal da Lebre e Mata do Urso, estão mobilizados cerca de 60 operacionais do instituto.

Esta primeira intervenção destina-se a repor a segurança e a circulação, seguir-se-á uma intervenção de recuperação.

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De acordo com o Governo, registaram-se também estragos nos portos de Peniche e da Figueira da Foz, estando a ser feito o levantamento dos mesmos para posterior reporte às seguradoras.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

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Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade .

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