Portugal debaixo de água devido ao mau tempo

Famílias desalojadas, estradas cortadas e escolas fechadas é o cenário de um dia marcado por chuva forte. Proteção Civil alerta para regresso do mau tempo no domingo e na segunda-feira.

20 de outubro de 2023 às 01:30
Coruche Foto: joão dinis
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Inundações, quedas de árvores e estradas cortadas é um cenário comum a todas as regiões do País após a passagem da depressão ‘Aline’, marcada por chuva e vento forte. Ao início da noite desta quinta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil indicou 3470 ocorrências, em que estiveram envolvidos 8662 operacionais. O comandante nacional, André Fernandes, adiantou que “a previsão é de novo agravamento do estado do tempo para domingo e segunda-feira”.

A chuva forte deixou uma família de cinco pessoas desalojada nas Fontainhas (Porto). Em Palmela também duas pessoas tiveram de sair de casa. Doze crianças foram retiradas de uma creche em Oeiras e seis outras pessoas de carros parcialmente inundados em Frielas, localidade do concelho de Loures onde uma pessoa foi retirada preventivamente de casa. De norte a sul, dezenas de habitações ficaram inundadas. Em Gondomar, Olinda Ramalho expôs os estragos na sua casa. “Estou sem nada, mas estou viva”, disse ao CM. O piso térreo da casa ficou destruído após ser ‘varrido’ por uma enxurrada, no Alto das Regadas, em Fânzeres. A água atingiu dois metros de altura na cozinha e várias portas foram projetadas pela enxurrada - que também inundou a garagem de outra moradia e um minimercado. Um vizinho ajudou a moradora e ficou ferido após ser atingido por um móvel.

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O mau tempo levou ao corte de estradas, a restrições na circulação junto ao mar e, a exemplo da Secundária de Mem Martins (Sintra) ou da Secundária José Loureiro Botas, em Vieira de Leiria (Marinha Grande), várias escolas tiveram de fechar. Para esta sexta-feira, as previsões meteorológicas indicam um desagravamento do estado do tempo. Mas, no Norte e Centro, podem ocorrer aguaceiros, que poderão ser localmente fortes, ocasionalmente de granizo e acompanhados de trovoadas.

Há também a indicação de uma acentuada descida da temperatura no Interior. Na Guarda, a máxima é de 11 graus. Na Torre, na serra da Estrela, 3 graus.

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Inundações, quedas de árvores e estradas cortadas é um cenário comum a todas as regiões do País após a passagem da depressão ‘Aline’, marcada por chuva e vento forte. Ao início da noite desta quinta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil indicou 3470 ocorrências, em que estiveram envolvidos 8662 operacionais. O comandante nacional, André Fernandes, adiantou que “a previsão é de novo agravamento do estado do tempo para domingo e segunda-feira”.

A chuva forte deixou uma família de cinco pessoas desalojada nas Fontainhas (Porto). Em Palmela também duas pessoas tiveram de sair de casa. Doze crianças foram retiradas de uma creche em Oeiras e seis outras pessoas de carros parcialmente inundados em Frielas, localidade do concelho de Loures onde uma pessoa foi retirada preventivamente de casa. De norte a sul, dezenas de habitações ficaram inundadas. Em Gondomar, Olinda Ramalho expôs os estragos na sua casa. “Estou sem nada, mas estou viva”, disse ao CM. O piso térreo da casa ficou destruído após ser ‘varrido’ por uma enxurrada, no Alto das Regadas, em Fânzeres. A água atingiu dois metros de altura na cozinha e várias portas foram projetadas pela enxurrada - que também inundou a garagem de outra moradia e um minimercado. Um vizinho ajudou a moradora e ficou ferido após ser atingido por um móvel.

O mau tempo levou ao corte de estradas, a restrições na circulação junto ao mar e, a exemplo da Secundária de Mem Martins (Sintra) ou da Secundária José Loureiro Botas, em Vieira de Leiria (Marinha Grande), várias escolas tiveram de fechar. Para esta sexta-feira, as previsões meteorológicas indicam um desagravamento do estado do tempo. Mas, no Norte e Centro, podem ocorrer aguaceiros, que poderão ser localmente fortes, ocasionalmente de granizo e acompanhados de trovoadas.

Há também a indicação de uma acentuada descida da temperatura no Interior. Na Guarda, a máxima é de 11 graus. Na Torre, na serra da Estrela, 3 graus.

E TAMBÉM

O Presidente da República acompanhou “com particular atenção” as consequências da passagem da depressão ‘Aline’ desde a Bélgica, onde terminou esta quinta-feira a visita de Estado. Marcelo manifestou a sua “preocupação e solidariedade aos cidadãos afetados, tendo deixado agradecimento aos “agentes de proteção civil”.

Coruche foi até final da tarde a localidade com maior registo de precipitação: entre as 12h00 e as 13h00 choveu 33 litros por metro quadrado. Em Mora foram 32.

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“Houve zero vítimas, zero desalojados. Um serviço de preparação muito bem feito pela câmara”, disse Carlos Moedas, presidente da autarquia de Lisboa, sublinhando que houve uma “preparação diferente das outras vezes”.

OUTROS CASOS

ALTER DO CHÃO CARROS

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Quinze veículos estacionados junto ao Agrupamento de Escolas de Alter do Chão ficaram parcialmente inundados.

A Loja de Cidadão das Laranjeiras, em Lisboa, foi evacuada e encerrada ao público, devido à rutura de uma conduta de água que abateu o tecto.

O IC19 esteve cortado, devido a inundação, na saída para Massamá e Tercena, tal como a Rotunda das Bolas. Também o Centro de Saúde de Belas (Sintra) fechou.

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O Centro de Saúde de Santo André (Barreiro) encerrou. A Proteção Civil local foi acionada e ordenou o fecho imediato por questões de segurança.

Cinco pessoas foram retiradas de casa devido a inundações na Baixa de Frielas, em Loures, um concelho que foi também afetado por queda de árvores, sem causar vítimas.

FAMALICÃO HOSPITAL

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O Hospital de Vila Nova de Famalicão esteve inundado, pelo que foram canceladas as consultas de medicina física e reabilitação. O serviço de imagiologia também foi afetado.

O parque Aquilino Ribeiro e a Mata do Fontelo, em Viseu, foram encerrados devido ao risco para os transeuntes da possível queda de árvores de grande porte, devido ao vento.

A Proteção Civil da Lourinhã interditou à circulação vários troços de estradas nacionais que atravessam este concelho, devido à chuva forte.

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A Escola Básica (EB) 1 Quinta das Flores, em Coimbra, foi encerrada por precaução na sequência de uma inundação, obrigando a que mais de 200 alunos ficassem sem aulas, revelou fonte da câmara local.

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