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Associação defende rádios da Proteção Civil nas freguesias em vez de terminais Starlink

Prioridade dada à distribuição de terminais Starlink gerou críticas.

21 de fevereiro de 2026 às 10:10

A Associação de Proteção Civil criticou este sábado a prioridade dada à distribuição de terminais Starlink às freguesias, defendendo um investimento centrado na instalação de equipamentos rádio da Rede Estratégica de Proteção Civil, reforçando a coordenação local em emergências.

Numa mensagem enviada aos partidos com assento parlamentar, a Associação de Proteção Civil (APROSOC) afirma ver "com bons olhos" o anúncio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a distribuição de terminais Starlink a todas as freguesias.

Lamenta, contudo, que esta iniciativa surja "como prioridade em detrimento de colocar nas juntas de freguesia e nas mãos de cada presidente de junta, terminais rádio da Rede Estratégica de Proteção Civil (REPC), que possibilitam a comunicação entre juntas, a comunicação com o serviço municipal de proteção civil e com todos os agentes de proteção civil, bem como com os comandos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil".

Na mensagem, assinada pelo presidente da APROSOC, João Paulo Saraiva, a associação lamenta ainda o facto de não se replicar "o bom exemplo da capital", que dispõe de uma rede municipal de radiocomunicações de proteção civil, que liga todas as freguesias e seus presidentes ao serviço municipal de proteção civil.

Para a associação, é lamentável que, para se comunicar entre freguesias, se tenham de enviar "comunicações para o espaço, quando em muitos casos a comunicação direta é possível a escassas dezenas de quilómetros sem sair da atmosfera terrestre e sem necessidade de recurso a operadores privados e estrangeiros de telecomunicações".

"Esta solução já esteve implementada em muitos municípios, contudo a moda do SIRESP e os interesses instalados desproveram os territórios dessa solução económica e eficiente para justificar o investimento ruinoso no SIRESP", critica.

O Governo prevê dotar todas as freguesias com um gerador, um telefone SIRESP e ligações satélite com dados "Starlink", num "programa de investimento célere" para fazer face a catástrofes, segundo um documento do Conselho de Ministros divulgado na sexta-feira.

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