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Desativado Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil

Desativação do plano foi decidida na segunda reunião extraordinária deste ano da Comissão Nacional de Proteção Civil.

20 de fevereiro de 2026 às 18:12

O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, ativado a 01 de fevereiro, foi esta sexta-feira desativado tendo em conta o desagravamento dos cenários de risco meteorológico e hidrológico, anunciou a Proteção Civil.

A desativação do plano foi decidida na segunda reunião extraordinária deste ano da Comissão Nacional de Proteção Civil que decorreu esta sexta-feira na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, presidida pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.

O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil tinha sido ativado devido ao agravamento das condições meteorológicas como a elevada precipitação e os seus impactos do ponto de vista hidrológico, nomeadamente ao nível de cheias e inundações, além do território estar já afetado pelas consequências da depressão Kristin.

Com a ativação deste plano, que só aconteceu cinco dias depois da depressão Kristin, ficaram "preventivamente garantidos mecanismos de coordenação reforçados, integrados e de âmbito nacional", nomeadamente "o estabelecimento de um fluxo de informação ininterrupto entre todas as áreas governativas e as entidades envolvidas, em apoio à direção do plano".

A ANEPC indica que da reunião resultou, por unanimidade, a decisão de desativar o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil "face ao desagravamento dos cenários de risco meteorológico e hidrológico, que se enquadram atualmente numa situação de normalidade para a época do ano".

Na reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, órgão de coordenação política em matéria de proteção civil, participaram os responsáveis das várias entidades que integram o Sistema Nacional de Proteção Civil.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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