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Cerca de 2.600 ocorrências no continente devido à passagem da depressão Kristin

Distritos de Leiria, Coimbra, Lisboa e Santarém são os mais afetados.

28 de janeiro de 2026 às 12:35

A passagem da depressão Kristin causou esta terça-feira cerca de 2.600 ocorrências no continente, sobretudo queda de árvores e de estruturas e inundações, afetando principalmente os distritos de Leiria, Coimbra, Lisboa e Santarém, disse a Proteção Civil.

Segundo Daniela Fraga, adjunta do comando de operações nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), tratou-se de um fenómeno extremo, com muitas ocorrências em simultâneo, com cerca de 2.600 registos entre as 0h00 e as 10h30.

"Até ao momento, estamos a fazer a avaliação de todos os danos. Devido à dimensão do fenómeno, carece aqui de algum tempo até apurarmos os danos finais", disse, acrescentando que, em caso de persistência de outros fenómenos, como precipitação intensa, mais vento intenso e a queda de neve, vai ser necessário dispersar os meios no terreno.

A responsável, que falava aos jornalistas na sede da ANEPC, no concelho de Oeiras, acrescentou que os operacionais estão no terreno desde o início da noite, mas admitiu que "vai ser difícil repor a normalidade".

"Neste momento existem muitos constrangimentos, nomeadamente no que diz respeito às comunicações, às vias de circulação, à distribuição de rede elétrica. Existem muitas árvores caídas a impedir a circulação rodoviária. Existe muita queda de estruturas e também, neste caso, a poder obstruir a circulação rodoviária e os diferentes acessos", afirmou.

A passagem da depressão Kristin causou duas mortes, uma das quais devido à queda de uma árvore em cima de um veículo em Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, e a segunda em Monte Real, em Leiria, devido à queda de uma estrutura.

As sub-regiões mais afetadas até ao momento são Leiria, Coimbra, Lisboa, Península de Setúbal, Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Aveiro.

Foram ativados o plano distrital de Coimbra e foram ativados os planos municipais de Coimbra, Mira, Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere, Lourinhã, Alcobaça, Nazaré, Óbidos, Proença-a-Nova, Castelo Branco e Sertã.

As autoridades aconselharam que as deslocações sejam reduzidas ao máximo para minimizar possíveis danos e rentabilizar todos os meios que se encontram no terreno.

A Proteção Civil vai manter-se em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, até às 16h00 de terça-feira, podendo ser prolongado consoante avaliação das condições.

O estado de prontidão especial de nível 4 foi determinado para toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal.

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