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Ministra do Ambiente admite situação preocupante no Rio Mondego mas garante que autoridades têm "tudo preparado"

Maria da Graça Carvalho diz que agentes no terreno estão a postos e organizados.

04 de fevereiro de 2026 às 21:36

A ministra do Ambiente e Energia disse esta quarta-feira num balanço sobre a situação dos rios no país que um dos casos preocupantes é o rio Mondego, mas que está "tudo preparado" para o caso de cheias.

Em declarações aos jornalistas após uma reunião sobre a gestão de cheias na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Lisboa, Maria da Graça Carvalho disse que o Mondego é sempre um rio preocupante, mas já houve uma preparação, reuniões com os autarcas, e "quando chegar o momento crítico", se acontecer, as pessoas serão retiradas.

"Está tudo preparado, sabe-se quem sai, para onde vai, as Forças Armadas estão na região de Coimbra, porque não é só Coimbra, é Montemor-o-Velho, é Soure, pode ser um pouco da Figueira da Foz, e está tudo preparado para reagir a essa eventualidade", afirmou.

A ministra destacou que a APA começou há três semanas a fazer descargas controladas, para ter encaixe nas barragens, referiu que a situação é "monitorizada minuto a minuto", e afirmou-se preocupada com a situação que vem de Espanha, porque na Andaluzia já foi declarado o estado de emergência.

"Temos feito grande articulação com Espanha, já falei com a senhora ministra espanhola e com o presidente da Andaluzia e há coordenação", afirmou.

Maria da Graça Carvalho adiantou que é preocupante também a situação em Alcácer. No rio Arade, no Algarve, a situação está controlada e há uma "monitorização muito cuidada" em outros rios como o Vouga, Vez ou Homem.

A ministra apelou à população para seguir as orientações da proteção civil e tomar atenção aos alertas, afirmando que Portugal está cada vez mais exposto a eventos como os que têm afetado o continente nos últimos dias.

Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Há uma semana o país foi atingido pela depressão Kristin, que atingiu sobretudo a região Centro e levou à morte de dez pessoas, à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

Há ainda a registar centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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