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O que é o fenómeno El Niño e porque está a deixar os cientistas em alerta

Fenómeno climático natural no Pacífico pode aumentar as temperaturas globais e agravar fenómenos extremos. El Niño deverá regressar já este verão mas intensidade ainda é "muito incerta".

15 de maio de 2026 às 20:07

As temperaturas globais continuam a bater recordes e os fenómenos meteorológicos extremos tornam-se cada vez mais frequentes. Entre as causas apontadas pelos cientistas está o El Niño, um fenómeno climático natural que aquece as águas do Oceano Pacífico e altera os padrões do clima em várias regiões do mundo. 

Embora aconteça longe da Europa, o El Niño pode influenciar temperaturas, períodos de seca, chuvas intensas e tempestades em diferentes continentes, de acordo com o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (NOAA). O fenómeno ganhou destaque nos últimos anos pela contribuição para o aumento das temperaturas globais e para que .

Como funciona o El Niño?

Em condições normais, os ventos alísios (massas de ar quente) sopram de leste para oeste ao longo do equador, empurrando as águas quentes para a zona da Indonésia e Austrália. Durante um episódio de El Niño, esses ventos enfraquecem ou até mudam de direção, permitindo que as águas quentes se desloquem para a costa oeste das Américas.

Esse aquecimento do oceano provoca alterações na circulação atmosférica e modifica os padrões de precipitação e temperatura à escala global.

O que muda no clima mundial?

Os efeitos variam de região para região, mas o El Niño está normalmente associado a aumento das temperaturas globais; secas em algumas zonas da Ásia e Oceânia; chuvas intensas e inundações noutras regiões; e uma maior frequência de fenómenos meteorológicos extremos.

Segundo dados do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (NOAA), o episódio de El Niño entre 2023 e 2024 contribuiu para que 2024 fosse o ano mais quente desde que há registos.

El Niño e La Niña

A La Niña é o fenómeno oposto ao El Niño. Em vez de aquecimento, ocorre um arrefecimento anormal das águas superficiais do Pacífico tropical.

Durante a La Niña os ventos alísios tornam-se mais fortes, aumenta a precipitação em algumas regiões do sudeste asiático e certas zonas do Pacífico oriental tornam-se mais secas.

O ciclo climático conhecido como ENSO (Oscilação Sul do El Niño) alterna entre fases de El Niño, La Niña e períodos neutros. Estas mudanças costumam ocorrer a cada dois a sete anos. 

"Super El Niño"

Os cientistas utilizam a expressão "super El Niño" para descrever episódios particularmente intensos, quando as temperaturas do oceano permanecem pelo menos 2 ºC acima da média durante um longo período. O último "super El Niño" confirmado ocorreu entre 2015 e 2016.

Embora o episódio de 2023-2024 tenha atingido valores muito elevados, os cientistas consideram que o aquecimento não durou tempo suficiente para receber oficialmente essa classificação.

El Niño afeta Portugal?

Embora os impactos sejam mais fortes no Pacífico e nas Américas, o fenómeno pode também influenciar o clima europeu, incluindo Portugal. Alguns estudos apontam para invernos mais instáveis ou alterações nos padrões de precipitação no sul da Europa, embora os efeitos sejam menos diretos e mais difíceis de prever.

É possível prever o fenómeno?

Os cientistas acompanham constantemente a temperatura do oceano e os padrões atmosféricos através de satélites, bóias oceânicas e modelos climáticos. Apesar disso, a intensidade exata de cada episódio continua a ser difícil de antecipar.

O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (NOAA) considera que a força do possível El Niño previsto para 2026 ainda é "muito incerta", mas aponta para cerca de 33% de probabilidade de existir um El Niño forte entre outubro e dezembro.

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