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Von der Leyen manifesta solidariedade com Portugal e garante apoio da UE à recuperação após anos da tempestade

De acordo com a líder do executivo comunitário, a UE "está pronta para apoiar a recuperação de Portugal através dos nossos mecanismos mais rápidos e eficazes".

29 de janeiro de 2026 às 20:31

A presidente da Comissão Europeia manifestou esta quinta-feira ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, "a mais profunda solidariedade" pelos mortos e danos da tempestade, assegurando que a UE "está pronta para apoiar a recuperação".

"Falei com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, para expressar a minha mais profunda solidariedade na sequência do impacto extremo da Tempestade Kristin em Portugal. A perda de vidas humanas e a destruição de infraestruturas são devastadoras", escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.

De acordo com a líder do executivo comunitário, a UE "está pronta para apoiar a recuperação de Portugal através dos nossos mecanismos mais rápidos e eficazes".

"A minha gratidão vai para as equipas que estão a trabalhar para garantir a segurança dos cidadãos e restabelecer o fornecimento de eletricidade", assinalou.

Von der Leyen adiantou que o comissário europeu da Energia e Habitação, Dan Joergensen, "chega esta noite a Portugal para colaborar com as autoridades, que continuam a avaliar a dimensão total dos danos", numa visita que já estava prevista - focada nos temas no alojamento acessível e das interligações - e que incluirá agora esta dimensão.

Na quarta-feira, através da mesma rede social, Dan Joergensen indicou que o executivo comunitário está disponível para prestar apoio, bem como em "contacto estreito" com as autoridades em Portugal e com a Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Eletricidade devido aos cortes resultantes da tempestade.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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