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Artigo exclusivo

Covid-19 tira 12 mil professores das aulas

Sindicatos avisam que é este o número que tem doenças de risco e que deve ser dispensado.

31 de julho de 2020 às 01:30

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Mário Nogueira
Mário Nogueira José Coelho
Sala de aula
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Quando as aulas presenciais regressaram no 3º período estes docentes de grupos de risco tiveram direito a falta justificada, mas para o próximo ano letivo não se sabe como será. “O que vamos ouvindo é que estes professores terão de meter baixa médica para não correrem riscos. Mas levarão um corte nos rendimentos, o que fará com que muitos prefiram arriscar dar aulas”, afirma Nogueira.

O CM questionou o Ministério da Educação sobre se haverá medidas para proteger estes professores ou se a única hipótese é meterem baixa, mas não obteve resposta. A Fenprof propõe que para substituir a falta de 12 mil docentes de grupos de risco se recorra “aos milhares de professores que estão a trabalhar nas escolas nas atividades de enriquecimento curricular (AEC)”.

A estrutura sindical reiterou que está preocupada com as regras definidas pelo ME, que permitem que haja aulas com 30 alunos, nas quais a distância de segurança não é garantida.

Fenprof reitera que em caso de mortes vai para tribunal

A Fenprof reitera que fará queixa nos tribunais contra o Ministério da Educação se houver professores a morrer devido a uma má preparação do ano letivo. “Se por não serem observadas regras básicas resultarem problemas para os que representamos, todos os recursos são válidos, inclusive aos tribunais”, disse ao CM Mário Nogueira, desvalorizando os “ataques” do ministro da Educação que acusou a Fenprof de gerar angústia nas famílias.

Ministério prevê três cenários

O regresso do ensino à distância não está colocado de parte. O ano letivo vai decorrer em contexto de imprevisibilidade e por isso o Ministério da Educação preparou vários cenários. A prioridade são aulas presenciais, mas pode ser adotada uma solução mista ou com aulas online.

Em dois anos saíram 2100 e entraram 872

Além dos professores com doença, a Fenprof lembra que o ano passado e na primeira metade de 2020 se aposentaram cerca de 2100 docentes e as entradas não compensaram. "Houve 2100 que entraram para a reforma e só entraram nos quadros 872 para os substituir", diz Nogueira.

SAIBA MAIS

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É a partir de 14 de setembro e até ao dia 17 que arrancam as aulas no próximo ano letivo, terminando o 1º período a 18 de dezembro. O 2º período é entre 4 de janeiro e 24 de março de 2021, e o 3º de 6 de abril a 9 de junho para os anos de exame.

Material de proteção

O Governo garante que vai distribuir máscaras, desinfetante e outro material de proteção, como aventais e viseiras, para toda a comunidade escolar. No 1º período os alunos recebem três máscaras laváveis.

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