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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

População só cresce em 34 municípios do País

Crescimento nos arredores das grandes cidades contrasta com redução no campo.

10 de outubro de 2017 às 08:46
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População só cresce em 34 municípios do País

Apenas 34 municípios portugueses, num total de 308, viram a sua população aumentar entre 2011 e 2016. De acordo com o estudo Retrato Territorial de Portugal, ontem divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística, estes 34 concelhos registaram aumentos de entre 0,001 por cento (Lagoa) até 1,42% (Arruda dos Vinhos).

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Destes municípios, houve 15, a maioria na Área Metropolitana de Lisboa, em que as taxas de crescimento natural e migratório foram simultaneamente positivos. São os casos de Alcochete, Amadora, Cascais, Loures, Mafra, Montijo, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sesimbra, Vila Franca de Xira, Benavente, Valongo, Entroncamento e Santa Cruz (Madeira).

São concelhos cujo crescimento contrasta com o envelhecimento verificado, sobretudo no Interior Norte e Centro, entre 2011 e 2016. "Verificou-se um agravamento do índice de envelhecimento em 293 dos 308 municípios portugueses", refere o INE, elencando os concelhos onde o fenómeno foi mais marcante. Almeida, Vila de Rei, Oleiros, Penamacor e Castanheira de Pera destacam-se por terem aumentado mais de 100 idosos por cada 100 jovens.

Para garantir a substituição das gerações é preciso nascerem 2,1 filhos por mulher em idade fértil, mas em Portugal o índice sintético de fecundidade é de apenas 1,3. A Área Metropolitana de Lisboa, com uma taxa de 1,63, e o Algarve, com 1,56, têm os valores mais elevados, enquanto o Alto Tâmega e a Região Autónoma da Madeira ficam-se por 1,07.

A idade média das mães ao nascimento do primeiro filho também continua a aumentar, tendo-se situado em 2016 nos 30,3 anos. É na Área Metropolitana de Lisboa, nas regiões Centro e Norte e na Madeira que o nascimento do primeiro filho acontece mais tarde, e sempre acima dos 30 anos, refere o estudo do INE.

Numa análise mais fina, é na Região de Leiria que se tem filhos mais tarde (31) e nos Açores é onde se é mãe numa idade mais precoce (27,9).

Turismo cresce mais no Interior

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18% dos bebés algarvios são de mães estrangeiras 

Entre as mães de nacionalidade estrangeira, o nascimento do primeiro filho tende a acontecer mais cedo, aos 28,6 anos, face aos 30,5 anos para a mães de nacionalidade portuguesa.

Algarve e Lisboa têm valores muito acima de todas as outras regiões do País, onde a média de bebés estrangeiros cai para 6,6% no caso do Alentejo, ou para 5% na Região Centro. As percentagens são ainda mais reduzidas na Região Norte (3,2%) e nas regiões autónomas da Madeira (3,0%) e dos Açores (2,1%). A média para Portugal é de 8,9 porcento.

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