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Milionário declarado pai de menino de oito anos

Comendador António Silva Rodrigues recusou quatro vezes submeter-se ao teste de ADN.

24 de dezembro de 2017 às 07:34

O comendador António Silva Rodrigues, considerado o quinto homem mais rico de Portugal, recusou submeter-se ao exame de ADN por quatro vezes. Em virtude da falta deste teste, o Tribunal de Família e Menores do Porto declarou o milionário de Oliveira de Azeméis oficialmente pai de um menino de 8 anos - filho de uma brasileira que alega ter mantido uma relação com o empresário entre 2001 e até 2009, altura em que o dono da empresa Simoldes era casado.

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Milionário declarado pai de menino de oito anos

Na base da decisão do juiz esteve o facto de o comendador, de 75 anos, e que tem uma fortuna avaliada em 115 milhões de euros, nunca se ter preocupado em comprovar ao tribunal que não era o pai do menor. António Silva Rodrigues tinha o ónus de provar que não manteve relações sexuais com a brasileira Amanda Carvalho, de 40 anos, ou, se as manteve, de atestar que utilizou meio contracetivo ou, até, que já não era fértil à data da conceção do bebé - que, de acordo com a mulher, terá ocorrido em dezembro de 2009.

Esta decisão do juiz, que pode ser alvo de recurso da parte do comendador, baseou-se ainda no depoimento de Amanda Carvalho, considerado credível, e no qual são descritos vários pormenores da relação extraconjugal.

O comendador sempre negou conhecer Amanda e assumiu que apenas aceitaria submeter-se ao teste de recolha de vestígios biológicos, no Instituto de Medicina Legal, se a brasileira conseguisse provar que, efetivamente, se conhecem.

PORMENORES 

Confirmou o processo

Há dois anos, o comendador confirmou ao CM a existência do processo de paternidade mas, desde então, nunca mais quis comentar o caso. Ontem o CM tentou, sem sucesso, contactar Amanda Carvalho, que vive atualmente no Brasil com o filho de oito anos.

Concebido num hotel

O menor terá sido concebido no hotel Sheraton, no Porto. A unidade hoteleira confirmou, no processo, a presença da brasileira no final de dezembro de 2009 e que o pagamento foi feito por uma empresa ligada à Simoldes.

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