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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

33 queixas de praxes violentas no Ensino Superior em três anos

Casos da Beira Interior e de Évora alvos de investigação.

03 de outubro de 2018 às 01:30

As praxes violentas nas universidades de Évora e da Beira Interior (Covilhã), que marcaram o arranque do ano letivo, chamaram a atenção de Manuel Heitor. O ministro do Ensino Superior diz "lamentar e repudiar" e já alertou os reitores respetivos. Os casos foram remetidos à Inspeção-Geral da Educação e Ciência, "no sentido de punir todas as manifestações de poder, humilhação e subserviência associadas a praxes".

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33 queixas de praxes violentas no Ensino Superior em três anos

Os casos de Évora e da Covilhã foram os mais mediáticos num total de cinco situações denunciadas desde o início do ano letivo à Direção-Geral do Ensino Superior. Nos últimos três anos, foram feitas à DGES 33 queixas de praxes abusivas e violentas.

Na Universidade da Beira Interior, a denúncia de um caloiro que quebrou um pacto de silêncio revelou a existência de uma irmandade secreta que há 12 anos recrutava elementos através de praxes violentas e humilhantes.

"É completamente inaceitável o que se passou", disse ao CM Luís Lourenço, Provedor do Estudante da UBI. A universidade apresentou queixa no Ministério Público e abriu um processo de averiguações.

Esta terça-feira, o Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre as diligências que pretende tomar na sequência da praxe da UBI, situação noticiada em primeira mão pelo CM na edição de domingo

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