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Artigo exclusivo

Vacina trava morte de idosos e aumento de novos casos a partir dos 70 anos

Há 19 surtos ativos de Covid-19 em lares de idosos, totalizando 496 infeções.

06 de abril de 2021 às 01:30

De acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), naquele dia 60 183 pessoas com 70 ou mais anos já tinham sido infetadas com o novo coronavírus e havia registo de 6263 óbitos nesta faixa etária. Nas semanas seguintes, Portugal foi considerado um dos piores países do Mundo no que respeita a novos casos e óbitos por Covid-19, registados sobretudo na população mais idosa.

A título de exemplo, a 18 de janeiro havia 315 surtos ativos em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), contabilizando 8910 casos. Ontem, Portugal registava 19 surtos ativos nestes lares, um deles na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, perfazendo um total de 496 infeções, avançou ao CM fonte oficial da DGS. Indicadores que permitem concluir que a rápida imunização nos lares está a travar de forma efetiva a infeções e mortes de idosos.

O mês de março foi particularmente determinante para o evoluir positivo desta situação.

Para perceber melhor o impacto das vacinas, vale a pena comparar o início do processo de imunização na população mais idosa com o dia 14 de fevereiro - data do primeiro relatório de vacinação contra a Covid-19. Neste dia, havia 116 217 pessoas com mais de 70 anos positivas ao vírus e o número de óbitos nestas idades atingia os 13 298. O crescimento de novos casos nesta faixa etária, entre 4 de janeiro a 14 de fevereiro, foi de 48% e os óbitos 52%.

Quanto à vacinação, na faixa etária dos 65 e os 70 anos tinham recebido a primeira dose, a 14 de fevereiro, 32 165 utentes. Quanto aos maiores de 80 anos, estavam vacinados 79 774 portugueses.

Um mês depois, a 14 de março, 121 463 pessoas com 70 ou mais anos já tinham sido contagiadas. Havia, nesse dia, um total de mortes acumuladas de 14 537 nesta faixa etária. Passadas duas semanas, a 28 de março, foram contabilizados apenas 1047 novos casos em idosos e 126 óbitos.

Feitas as contas, os dados revelam um crescimento de apenas 0,9% em ambos os indicadores. Números residuais, tendo em conta as taxas registadas em janeiro e fevereiro.

O último relatório da vacinação mostra que os mais protegidos são os maiores de 80 anos. Até à semana passada, perto de 540 mil idosos, cerca de 80% do total, já tinham tomado a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e um terço (33%) completado o processo de vacinação, duas doses.

Misericórdias sem registo de qualquer surto

A União das Misericórdias Portuguesas não regista qualquer surto de Covid-19. Para o presidente, Manuel de Lemos, os dados são "espetaculares" e demonstram a eficácia das vacinas. "Na última semana as Misericórdias tiveram cinco óbitos. Pessoas idosas, sem ligação umas com as outras e que estavam internadas em hospitais há algum tempo. Portanto, nada de surtos. Lamentamos sempre, e muito, as mortes, mas estes números nada têm que ver com os registados em fevereiro. Houve uma semana em que nos faleceram 140 pessoas. A diferença é muito grande", avança Manuel de Lemos.

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