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Tudo o que se sabe sobre a nova variante 'Lambda' da Covid-19 que já está em Portugal

Estirpe é originária do Peru, onde é responsável por mais de 80% dos novos casos de infeção nos últimos dois meses.

06 de julho de 2021 às 19:10
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Tudo o que se sabe sobre a nova variante 'Lambda' da Covid-19 que já está em Portugal

É responsável por um grande número de casos de Covid-19 na América Latina e já chegou a Portugal (com pelo menos dois casos detetados): a variante Lambda do coronavírus foi detetada pela primeira vez no Peru, em agosto de 2020, e neste país é já responsável por 82% dos casos de infeção detetados entre maio e junho deste ano, segundo a Organização de Saúde Panamericana (PAHO).

Esta variante depressa se alargou ao vizinho Chile, onde a Lambda já é responsável por mais de 30% dos novos casos de Covid-19 nos últimos dois meses. Há uma semana, o conselheiro regional da PAHO, Jairo Mendez, alertou que a variante já estava instalada com transmissão comunitária em oito países da América Latina e das Caraíbas e "esporadicamente em outros países". Neste momento a variante Lambda já está também presente nos EUA, na Alemanha (com mais de 100 casos), em Espanha (com pelo menos 50 casos), em França, Itália ou no Reino Unido, num total de cerca de 30 países.

Devido ao crescente número de casos desta variante peruana da Covid-19, a Organização Mundial de Saúde (OMS), já a classificou como "variante de interesse" a 14 de junho, ou seja, é uma variante com crescente preocupação das autoridades de saúde e sob a qual incidem estudos e especial atenção no escalar de número de casos, numa altura em que estão ainda a ser estudados os seus efeitos, potencial de transmissibilidade, eficácia das vacinas e taxa de mortalidade. De referir que o país onde surgiu esta variante, o Peru, é o que apresenta uma das taxas de mortalidade mais alta pela Covid-19 no mundo: já morrem mais de 800 mil peruanos desde início da pandemia.

Há estudos que ainda aguardam validação que apontam que a variante Lambda apresenta um padrão de sete mutações na proteína spike que é utilizada pelo vírus para a infeção. Esta mutação é semelhante à verificada na variante Delta, conhecida como a variante indiana, o que indica que ambas têm um potencial altamente contagioso.

"É possível que a capacidade de transmissão desta variante seja maior. É um fenómeno que ainda não está devidamente estudado e documentado", admite o responsável da Organização de Saúde Panamericana. Também a Saúde Pública inglesa confirmou recentemente uma série de casos de infeção pela variante Lambda da Covid-19 e reconheceu o "seu potencial de maior transmissibilidade e de contágio, assim como uma possível resistência a anticorpos previamente criados".

Por outro lado um estudo da Faculdade de Medicina de Grossman, na Universidade de Nova Iorque, que ainda aguarda validação, sugere que as atuais vacinas (usadas nos EUA) são eficazes contra esta nova variante.

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