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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Empresa Sicasal declarada insolvente

Insolvência foi requerida pelo BCP, um dos maiores credores da empresa.

07 de janeiro de 2026 às 16:05

A Sicasal, indústria de carnes localizada no concelho de Mafra, foi declarada insolvente, a pedido do Banco Comercial Português, de acordo com o anúncio da declaração de insolvência do Tribunal da Comarca Lisboa Oeste esta quarta-feira publicado.

A insolvência foi requerida pelo Banco Comercial Português (BCP), um dos maiores credores.

O tribunal da Comarca de Lisboa Oeste, com sede em Sintra, nomeou Jorge Calvete como administrador de insolvência e marcou para 04 de março a assembleia de credores.

Contactado pela agência Lusa, o administrador de insolvência disse que a "produção da Sicasal está parada, mas há a intenção de apresentar um plano de recuperação para a reativar e há todo o interesse em não encerrar a unidade".

Jorge Calvete confirmou que existem "vários investidores interessados" na empresa.

À Lusa, o Instituto da Segurança Social esclareceu que a empresa tinha 315 trabalhadores no final de 2024 e chegou ao fim de 2025 com 260.

De acordo com o Jornal de Negócios, a Sicasal, que chegou a faturar perto de 100 milhões de euros, vinha a acumular prejuízos, tendo em 2023 faturado 69,7 milhões de euros, com os resultados negativos a somarem 12 milhões entre 2022 e 2023.

No final do verão, a unidade industrial parou a produção e, em outubro, avançou para um Processo Especial de Revitalização (PER), para conseguir negociar com os credores um plano de recuperação.

Contudo, explica o jornaL, o PER foi chumbado pelo tribunal por a empresa falhar a entrega de documentos de forma repetitiva.

A Sicasal foi fundada em 1968 pelo seu atual administrador Álvaro Santos Silva.

Em 2011, um incêndio destruiu parte da área de produção, tendo a empresa conseguido renascer das cinzas e garantido os postos de trabalho dos 700 trabalhadores que tinha na altura.

Em 2013, faturou 85 milhões de euros, registando um acréscimo de 30% no volume de vendas.

Nos dois anos após o incêndio, investiu cerca de 15 milhões de euros, não só na recuperação da área ardida, como também na sua ampliação.

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