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"O Chega não apoiará este estado de emergência novamente, como não tem feito em relação aos últimos", reforçou.
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O presidente do Chega considerou esta terça-feira que o país não aguenta estar em estado de emergência devido à pandemia de covid-19 até maio, como admitiu o Presidente da República, e criticou o Governo socialista pela "desorganização geral".
André Ventura falava aos jornalistas nos Passos Perdidos do parlamento após audiência virtual com o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e de mais uma sessão de esclarecimento sobre a situação epidemiológica em Portugal por parte de especialistas, no Infarmed.
"O Chega não apoiará este estado de emergência novamente, como não tem feito em relação aos últimos. Ouvi com estupefação o Presidente dizer que quer estado de emergência até maio. Eu não sei em que país vive e quer viver. Sei uma coisa, o país não vai continuar a aguentar isto", argumentou.
O deputado único do partido da extrema-direita parlamentar exigiu esclarecimentos sobre as atividades económicas que poderão voltar a funcionar e qual o respetivo horizonte temporal.
"O Governo, o que nos diz é: 'vejam o que está a acontecer em França, na Alemanha... vamos ter que ter muito cuidado, abrir muito progressivamente, se calhar, vamos ter de voltar atrás'. Como se fosse culpa da população o que está a acontecer! A culpa é da desorganização geral em que o Governo organizou os processos de confinamento, de desconfinamento, de testagem e de vacinação", afirmou.
Ventura apontou o caso espanhol como exemplo, já que "optou por manter as coisas abertas" e "lutar contra a pandemia com os meios que tinha".
"Sabe qual é o problema? É que nós não temos esses meios. O problema é que o tal milagre do sistema nacional de saúde não existe. Os hospitais, À mínima fragilidade, entram em colapso, como aconteceu em dezembro e em janeiro", disse.
Na quinta-feira, a Assembleia da República vai debater e votar o projeto de decreto presidencial para a renovação do estado de emergência por novo período de 15 dias, com efeitos a partir de 01 de abril e que abrangerá o período da Páscoa.
Portugal registou hoje 10 mortes relacionadas com a covid-19 e 434 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Em Portugal, já morreram 16.794 pessoas dos 818.212 casos de infeção confirmados.
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