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Acidentes domésticos levam 225 mil às urgências

Relatório do INSA revela que em mais de 12 mil acidentes domésticos e de lazer houve necessidade de internamento. Em 90 casos, registaram-se mortes.

01 de dezembro de 2025 às 01:30
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Acidentes domésticos levam 225 mil às urgências

Os acidentes domésticos e de lazer (ADL) motivaram mais de 225 mil episódios de urgência nos hospitais do SNS em 2023. É uma média de 25 episódios de urgência por hora devido a traumatismos e acidentes em casa, na escola, na via pública ou noutros locais. Destes, cerca de 90 resultaram em morte, sendo que em 12600 situações houve necessidade de internamento hospitalar.

O relatório EVITA 2023 - Epidemiologia e Vigilância de Traumatismos e Acidentes, divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), revela que entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2023, a maior parte (50,8%) dos acidentes ocorreram na habitação, seguindo-se as escolas/áreas institucionais/recintos públicos (19,7%). As quedas foram os mecanismos de lesão que mais contribuíram para ADL em 2023: 68,8% dos casos.

Dos registos hospitalares, a ULS Algarve foi a que indicou mais situações de ADL nas urgências (34574), seguindo-se a ULS Oeste (19041), a ULS Viseu Dão-Lafões (18689) e a ULS Coimbra (15379). "Observou-se uma maior proporção nos meses de maio (9,4%) e agosto (9,1%), tendo os meses de janeiro (7,5%), fevereiro (7,5%) e dezembro (7,0%) registado menor recurso ao SU por ADL", lê-se no documento do INSA.

O sábado e a segunda-feira foram os dias da semana com mais casos de ADL atendidos nas urgências, sendo que houve 3 picos de atendimentos: 10h, 15h e 16h.

Por sexos, registou-se praticamente o mesmo número de episódios, sendo que nos homens a maior proporção de acidentes domésticos e de lazer é nas faixas até aos 54 anos, enquanto nas mulheres a maior proporção é nas pessoas com 55 ou mais anos.

No que respeita à atividade no momento do acidente, das que foram indicadas pelas unidades hospitalares, em 13,3% dos casos eram de lazer, 9,8% eram domésticas, 4,8% exercício físico, 2,1% educativa e 1,3% de bricolage.

Por tipo de lesão, as mais frequentes foram contusão/hematoma (56,5%), ferida aberta (19,5%), concussão (8,5%) e esfolamento (1,5%). Já o produto/objeto envolvido no acidente, a superfície do solo foi a mais comum (34,2%), seguindo-se animal/planta/pessoa (12,5%). Neste campo, os insetos foram responsáveis por quase metade dos acidentes.

Números podem ser mais elevados

Nas conclusões do relatório EVITA 2023 é indicado que a análise dos dados "deve ser feita com alguma cautela", pois sendo informação de base hospitalar, "poderá  implicar eventual sub-representação dos ADL". Isto porque tratam-se de situações que justificaram a ida ao serviço de urgência, "correspondendo, provavelmente, a acidentes com maior severidade", ficando de fora os acidentes com menos severidade e que não necessitaram de assistência médica.

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