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15 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas em Portugal. No total há 1218 óbitos

Número de recuperados voltou a subir. Acompanhe a conferência de imprensa da DGS.
Correio da Manhã 17 de Maio de 2020 às 12:58
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Número de recuperados do coronavírus dispara nas últimas 24 horas. Veja os dados atualizados da pandemia em Portugal.
Portugal regista este domingo 1218 mortos por coronavírus, mais 15 vítimas mortais em relação a sábado, o que se reflete num aumento de 1,2%.

O número total de infetados é de 29036, mais 226 novos casos em comparação com o dia anterior, representando uma subida de 0,8%.

O número de recuperados disparou nas últimas 24 horas. 814 pessoas recuperaram da doença, o que eleva o número total de recuperados para 4636.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (693), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (273), do Centro (221), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 624 vítimas mortais são mulheres e 594 são homens.

Das mortes registadas, 815 tinham mais de 80 anos, 239 tinham entre os 70 e os 79 anos, 110 tinham entre os 60 e 69 anos, 40 entre 50 e 59, 13 entre os 40 e os 49 e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 657 doentes estão internados em hospitais, menos oito do que no sábado (-1,2%), e 108 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos sete (-6%).

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (1.938), seguido por Vila Nova de Gaia (1.479), Porto (1.317) Matosinhos (1.233), Braga (1.153), Gondomar (1.053), Maia (909), Sintra (880) Valongo (740), Guimarães (673), Ovar (640), Coimbra (567) e Loures (612).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 294.009 casos suspeitos, dos quais 2.704 aguardam resultado dos testes.

Há 262.269 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 4.636, mais 814 relativamente a sábado.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.352, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 8.235, da região Centro, com 3.626, do Algarve (356) e do Alentejo (242).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim divulgado este domingo.

A DGS regista também 25.640 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 17.011 são mulheres e 12.025 homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.913), seguida da faixa dos 40 aos 49 anos (4.876) e das pessoas com mais de 80 anos (4.347 casos).

Há ainda 4.224 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 3.591 entre os 20 e os 29 anos, 3.234 entre os 60 e 69 anos e 2.417 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista também 518 casos de crianças até aos nove anos e 916 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

Segundo o relatório diário da situação epidemiológica em Portugal, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França e 88 do Reino Unido. Há ainda centenas de casos importados de dezenas de outros países.

De acordo com a DGS, 41% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 89% dos casos confirmados.


"Medo não deve paralisar portugueses", relembra Secretário da Saúde

Na habitual conferência de imprensa, o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, anunciou que foram realizados desde o passado dia 1 de março 630 mil testes à Covid-19.

"Portugal inicia amanhã a segunda fase do desconfinamento. Responsabilidade dos portugueses é tão importante como foi até aqui", relembrou António Lacerda Sales.

A um dia de o país entrar numa nova fase de desconfinamento, o Secretário da Saúde afirmou que o medo da covid-19 "não deve paralisar" os portugueses, mas sim torná-los os cidadãos "mais atentos e vigilantes".

"O medo não nos deve paralisar mas sim tornar mais atentos e vigilantes na nossa missão coletiva: zelar pela nossa saúde e pela de quem nos rodeia", disse o governante na conferência de imprensa diária de atualização dos dados da covid-19.

Máscaras com certificados inválidos não vão ser distribuída, garante António Lacerda
Relativamente à polémica com as máscaras noticiada este domingo, o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales anunciou que o material de proteção sem certificado válido ou falso não será distribuído. "As máscaras não foram distribuídas e o pagamento não será efetuado até haver uma explicação cabal sobre o que aconteceu", admitiu o secretário da saúde, referindo que o Ministério da Saúde solicitou já um esclarecimento sobre o asusnto.

Normas para grávidas e mães com recém-nascidos

A diretora-geral da Saúde adiantou que "nas próximas 24 ou 48 horas" vão ser emitidas duas novas orientações relativamente ao acompanhamento de grávidas e recém-nascidos, depois de uma consensualização entre as especialidades de obstetrícia e neonatologia.

"Provavelmente, nas próximas 24 ou 48 horas sairão duas novas orientações porque separamos os procedimentos das grávidas, seguidas em obstetrícia, e os procedimentos do recém-nascido, acompanhados pela neonatologia", afirmou Graça Freitas.

Graça Freitas afirmou que houve "nuances" que foi preciso consensualizar entre obstetrícia e neonatologia porque, exemplificou, pode acontecer uma grávida ter testado positivo à covid-19 e o recém-nascido não, logo a mãe tem de ficar internada e o bebé não.

Pegando nesta caso, a diretora-geral disse que, depois, é necessário estabelecer o seguimento a dar à criança, que tipo de testes deve fazer e com que periodicidade, daí a criação de novas orientações.

Já sobre a possibilidade de o acompanhante da mulher poder ou não assistir ao parto, Graça Freitas vincou que a "última decisão" será sempre da equipa médica.

A maior parte dos hospitais portugueses que considera ter condições para que o acompanhante assista está a permitir, os restantes não, reforçou.

Ainda sobre esta temática, e relativamente à retoma das consultas de fertilidade, a diretora-geral salientou que essas serão feitas dentro dos termos da retoma das atividades das unidades de saúde.

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