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Antigo presidente diz que INEM deve manter a formação

Luis Meira considerou a formação "um ativo muito importante que instituto tem que e deve ser preservado".

25 de março de 2026 às 22:43

O antigo presidente do INEM Luis Meira defendeu esta quarta-feira que o instituto deve manter a área da formação e criticou as recomendações da Comissão Técnica Independente, dizendo que refletem uma visão parcial das pessoas ouvidas.

Ouvido durante quase cinco horas na Comissão Parlamentar de Inquérito do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luis Meira disse que as recomendações da Comissão Técnica Independente (CTI) formada para estudar a refundação do instituto são discutíveis, designadamente a externalização da formação, com a qual disse não concordar.

Considerou a formação "um ativo muito importante que instituto tem que e deve ser preservado" e questionou: "Porque é que Portugal precisa de entidades externas quando o estado português atribui ao INEM essa competência?".

Reconhece que algumas matérias não fazem sentido manter no INEM, dando como exemplo a vistoria às ambulâncias e a regulamentação do transporte de doentes não urgentes", mas insistiu que "a formação deve ficar".

Quanto aos modelos de emergência pré-hospitalar que tomados como exemplo pela CTI, disse que, de todos os que conhece, não há nenhum sistema no mundo que garanta 100% de eficácia, mesmo aqueles apontados como modelos a seguir.

Disse ainda que o relatório da CTI tem algumas partes incorretas e noutras contradiz-se, mas ressalvou: "se contribuir para ajudar nalgumas matérias, use-se e abuse-se".

"Agora se me perguntam se eu subscrevo da totalidade... não", afirmou Luis Meira, que disse igualmente discordar de algumas das decisões já tomadas pelo novo conselho diretivo do INEM, designadamente na área da  formação, onde diz que se corre o risco de "haver um vazio".

"Não concordo com todas decisões, algumas são erros crassos, mas quem lá está merece respeito e há de ser avaliado relativamente ao que está a fazer. Eu até posso estar enganado", afirmou.

Ainda voltando à greve de 2024 - durante a qual morreram pelo menos 12 pessoas e em três dos casos a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) associou ao atraso no socorro - disse que já tinham acontecido outras durante os seus mandatos, com níveis de adesão superiores, lamentando: "Nunca houve um dia tão negro [como o 04 de novembro] e eu continuo sem entender porquê".

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