Associação destacou a "proximidade, humanidade e coragem" do chefe de Estado.
A Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG) manifestou esta sexta-feira gratidão ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacando a "proximidade, humanidade e coragem" do chefe de Estado.
Numa mensagem publicada na rede social Facebook dirigida a Marcelo Rebelo de Sousa, a AVIPG começa por referir que "foi num momento de profunda dor, tristeza, luto e sentimento de abandono" que os caminhos do chefe de Estado e das vítimas dos incêndios se cruzaram, em junho de 2017.
A AVIPG recorda que, "nessa altura difícil para as populações atingidas pelos incêndios de Pedrógão Grande", foi no Presidente da República que muitos encontraram "escuta, empatia e compreensão para os sentimentos, angústias e preocupações" que os assolavam.
"Na sua proximidade, humanidade e coragem, os membros da AVIPG sentiram que os seus anseios eram acolhidos", adianta, considerando que o "magistério de influência" de Marcelo Rebelo de Sousa "contribuiu também para dar voz e visibilidade a um território profundamente marcado pela tragédia".
Na mensagem, acompanhada por uma imagem do retrato oficial de Marcelo, feita por Vhils, a AVIPG adianta que o Presidente da República esteve "nos momentos mais difíceis, mas também nos momentos de memória, dignidade e celebração, culminando na evocação do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em 10 de junho de 2024".
"[Este foi] um momento que muito significou para todos", salienta.
A AVIPG sustenta que Marcelo Rebelo de Sousa "permanece, para as vítimas e para o território, como alguém que esteve presente quando mais foi necessário".
"E como um amigo que, certamente, continuará próximo das nossas causas e de todos nós", refere a AVIPG, expressando "profunda gratidão" por tudo e a desejar ao chefe de Estado "votos de saúde, serenidade e sucesso para os anos vindouros".
Os incêndios que deflagraram em junho de 2017 em Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, e que alastraram a concelhos vizinhos provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos a 253 populares, sete dos quais graves.
Os fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.
Mais de dois terços das vítimas mortais (47 pessoas) seguiam em viaturas e ficaram cercadas pelas chamas na Estrada Nacional 236-1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, no interior norte do distrito de Leiria, ou em acessos àquela via.
Na sequência dos fogos, Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se, várias vezes, ao território afetado.
Numa das ocasiões, em 27 de junho de 2023, o Presidente da República defendeu que a celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no ano seguinte deveria realizar-se na zona afetada pelos grandes incêndios de Pedrógão Grande, o que veio a concretizar-se.
"Esse sinal de vida [para o território afetado pelos fogos] poderia ser [...] a junção de municípios aqui no Centro, para preparar a celebração do Dia de Portugal, tendo como ponto principal estes três municípios [Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos], mas abrangendo a comunidade intermunicipal", afirmou o chefe de Estado.
O Presidente da República discursava na cerimónia de homenagem às vítimas dos incêndios de 2017, no monumento situado na localidade de Pobrais, concelho de Pedrógão Grande, junto à Estrada Nacional 236-1.
No discurso do dia 10 de junho de 2024, Dia de Portugal, Marcelo pediu um futuro mais igual e menos discriminatório para todas as terras do país, sem novas tragédias como os incêndios de 2017.
"Que este 10 de Junho de 2024 queira dizer: tragédias como as de 2017 nunca mais, futuro mais igual e menos discriminatório para todas as terras, e para todos os portugueses, dever de missão, lugar para a esperança, a confiança, e o sonho, sempre, mesmo nos instantes mais sofridos da nossa vida coletiva", disse o chefe de Estado.
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