Jovens do coletivo Greve Climática Estudantil bloquearam hoje as entradas do complexo do IPMA.
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A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve esta quinta-feira 16 ativistas que bloquearam o acesso ao Conselho de Ministros, em Algés. A informação vem a refutar a anteriormente divulgada pela porta-voz do movimento do coletivo Greve Climática Estudantil, que dava conta de 17 detidos. Os manifestantes terão sido sensibilizados para se desacorrentarem e libertarem o acesso às instalações, mas recusaram. Após ordem da PSP para a sua saída, não acatada pelos manifestantes e esgotados todos os procedimentos legais, foram detidos 16 indivíduos por desobediência e identificados outros três por participação nas ações referidas.
Em comunicado, a referida entidade explica que decorreu uma manifestação "não comunicada nos termos da legislação em vigor", na qual diversos jovens bloquearam os portões de acesso às antigas instalações do Ministério do Mar e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em Algés, "acorrentando-se e colando-se aos portões e portas de acesso ao edifício".
Os manifestantes terão sido sensibilizados para se desacorrentarem e libertarem o acesso às instalações, mas recusaram. Após ordem da PSP para a sua saída, não acatada pelos manifestantes e esgotados todos os procedimentos legais, foram detidos 16 indivíduos por desobediência e identificados outros três por participação nas ações referidas.
A reunião ministerial acabou por se realizar no mesmo local depois da intervenção da unidade especial da PSP que retirou os ativistas que tinham utilizado correntes e cola para impedirem a abertura das várias portas do local situado entre a avenida Dr. Alfredo Magalhães Ramalho e o Passeio Marítimo de Algés.
"Vemos mais uma vez que as instituições preferem prender ativistas do que adotar a ação climática. Mais uma vez, os nossos governos estão mais preocupados em reprimir-nos do que fazer alguma coisa. Vamos acompanhar os nossos colegas detidos. Não vamos deixar ninguém sozinho", lamentou Beatriz Xavier no final do protesto.
A porta-voz do coletivo disse ainda que a ação pretendeu "uma disrupção da realidade" apesar de não se esperarem alterações governativas "de um dia para o outro" face à crise climática.
Beatriz Xavier recordou que o coletivo estudantil já organizou manifestações, ocupações de escolas e de universidades e que, mesmo assim, os ativistas foram "calados e ignorados".
"Daqui para a frente, com o aumento da crise climática, os nossos protestos também vão ter de aumentar de escala porque os nossos governos não nos estão a ouvir e estão a continuar a sua vida e os seus conselhos de ministros", concluiu.
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