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Aumenta pénis mas deixa de fazer sexo

Paciente apresentou queixa contra cirurgião plástico, mas Relação arquivou o processo.

18 de outubro de 2014 às 00:09

O Tribunal da Relação de Lisboa arquivou um processo intentado contra um cirurgião plástico. Em causa estava a queixa de um paciente que em 2011 ficou impedido de manter relações sexuais depois de se sujeitar a um tratamento para aumentar o volume do pénis. As cirurgias tiveram o efeito desejado e o homem, com cerca de 50 anos, nunca mais compareceu no consultório para continuar com o tratamento. A evolução não terá corrido como o previsto e o doente ficou com vários nódulos nos órgãos genitais.

"Depois de se ter mostrado satisfeito com os primeiros tratamentos, abandonou o acompanhamento pós-operatório, impossibilitando o controlo clínico da situação", lê-se no acórdão da Relação de Lisboa.

O tratamento a que o doente se submeteu consistia em injetar gordura – que era retirada de outras partes do corpo – no pénis. Depois da última cirurgia, o homem nem sequer foi ao consultório, situado no centro de Lisboa, para retirar os pontos. Os juízes dizem que não ficou provado que o médico tenha tido algum ato negligente.

" Houve foi abandono dos tratamentos e conselhos médicos por parte do doente", alegam.

O Ministério Público tinha já decidido não levar o caso a julgamento. O doente pediu, no entanto, a abertura da instrução, e uma juíza pronunciou o cirurgião. Os juízes desembargadores vêm agora dizer que aquele não teve culpa. O paciente terá já no ano passado sido sujeito a uma outra operação que minimizou a deformação com que ficou no pénis. 

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