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Auxiliar protesta à porta de escola em Arouca devido a ordem de transferência

Judite Gonçalves, 59 anos, recusa apresentar-se no Agrupamento de Escolas de Escariz.

11 de setembro de 2021 às 09:25

Judite Gonçalves cumpre, desde o início de setembro, o seu horário de trabalho de assistente operacional junto à entrada principal da Escola Secundária de Arouca, como forma de protesto pela ordem de transferência.

A mulher, de 59 anos, recusa apresentar-se no Agrupamento de Escolas de Escariz, para onde foi transferida na sequência de determinação do Ministério da Educação.

A funcionária presta serviço em Arouca há 13 anos e garante que está a ser alvo de uma injustiça. “Vim para este agrupamento de forma definitiva em 2008, de acordo com a direção de então, e tenho todo o direito de permanecer aqui. A consolidação deveria ter sido feita um ano após a minha transferência, não o fizeram, mas também não tenho culpa disso”, descreve Judite Gonçalves ao CM

A assistente operacional não tem carta de condução e depende de transportes públicos. “Trabalho a três quilómetros de casa e querem transferir-me para uma escola que fica a 13 quilómetros. Vivo sozinha, tenho problemas de saúde, não posso concordar com o que me estão a tentar fazer, não tenho de me sujeitar à figura da mobilidade”, acrescenta a mulher, que trabalha como assistente operacional desde 1987.

“Estão a prejudicar-me para darem lugar a outros, para meterem na escola as cunhas e os conhecimentos que lhes interessam”, acusa Judite Gonçalves. O Correio da Manhã tentou obter esclarecimentos junto da Direção do Agrupamento de Escolas de Arouca, mas os contactos revelaram-se infrutíferos.

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