Há 20 locais de medição de caudais de diversos rios em Espanha da bacia hidrográfica do Tejo também "em nível de aviso vermelho".
Espanha tem sete barragens em "aviso vermelho", o mais grave, na bacia hidrográfica do Tejo, incluindo a de Cedillo, na fronteira com Portugal, onde há porém "tendência descendente" na descarga.
"Destaque para a diminuição da descarga para Portugal a partir da barragem de Cedillo, cujo proprietário é a empresa Iberdrola, com 3.900 m³/s [metros cúbicos por segundo] e tendência descendente", disse a Confederação Hidrográfica do Tejo, num ponto de situação por volta das 09:45 locais (08:45 em Lisboa).
Na quinta-feira às 18:00 locais (17:00 em Lisboa), a barragem de Cedillo, na fronteira com Portugal, na confluência do Sever com o Tejo, estava a descarregar 6.348,55 metros cúbicos de água por segundo.
A barragem de Cedillo continua a ser a que está a libertar mais água em toda a área da Confederação Hidrográfica do Tejo, que gere diversos rios, e não apenas o Tejo, e se estende desde a região de Madrid até à da fronteira com Portugal.
Seis das sete barragens em nível vermelho por causa da quantidade de água acumulada estão localizadas na região de Cáceres, Extremadura, na fronteira com Portugal.
No total, há "25 barragens a fazer descargas significativas por causa das chuvas registadas durante os últimos dias, a situação das albufeiras e a previsão meteorológica, sete das quais em nível de aviso vermelho", explicou a Confederação Hidrográfica do Tejo.
Além da situação nas barragens, há 20 locais de medição de caudais de diversos rios em Espanha da bacia hidrográfica do Tejo também "em nível de aviso vermelho", por transbordos ou risco de transbordo.
Há também neste caso uma diminuição do número de caudais em risco máximo comparando com a tarde de quinta-feira (quando eram 23).
"O aviso de nível vermelho refere-se a situações hidrológicas muito perigosas com provável inundação de zonas habitadas e cortes de vias de comunicação significativas, sendo recomendável reforçar as medidas de proteção e os bens expostos", explicou a Confederação Hidrográfica do Tejo, que acrescentou que as autoridades continuam atentas "às previsões meteorológicas para os próximos dias e aos possíveis aumentos dos caudais".
O mau tempo em Espanha, com chuvas intensas, sobretudo com a passagem do temporal Leonardo nos últimos dias, colocou em alerta máximo caudais de rios e barragens em várias regiões, com registo de cheias e inundações em diversos locais.
A região que está a ter maior impacto da depressão Leonardo, que atinge e Península Ibérica desde quarta-feira, é a Andaluzia, no sul de Espanha, onde cheias e risco de inundações, assim como possíveis derrocadas, já levaram à retirada de mais de 7.000 pessoas de casa por precaução, disse a proteção civil local.
Uma mulher está desaparecida na zona de Málaga desde quarta-feira, depois de ter caído num curso de água.
A situação é "bastante difícil" e "nunca vista", afirmou o presidente da Junta da Andaluzia (governo regional), Juanma Moreno, na quinta-feira.
Em declarações a jornalistas, Juanma Moreno sublinhou que os solos estão "absolutamente saturados" e "já não engolem mais água, já não drenam mais água, já a cospem".
"O nível dos rios e ribeiras está acima do nível máximo em muitos locais da província de Cádis e do resto da Andaluzia", a que se somam algumas barragens, "que já estão praticamente a 100%", afirmou.
O presidente regional indicou que há barragens a ter de fazer descargas e que isso "lamentavelmente significa" que "haverá zonas afetadas".
Na Andaluzia há municípios isolados e dezenas de estradas cortadas ou com perturbações por causa de inundações e das chuvas.
Registam-se ainda perturbações nas ligações ferroviárias em toda a região.
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