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Brisa diz estar "inteiramente disponível" para aplicar isenção de portagens

Brisa lembra que os veículos de emergência estão isentos de pagamento de portagens em qualquer circunstância.

02 de fevereiro de 2026 às 19:58

A Brisa disse esta segunda-feira estar "inteiramente disponível" para aplicar uma possível isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, caso seja decidida pelo Governo, de acordo com um comunicado.

"Qualquer decisão que, no âmbito do Estado de Calamidade, vise a isenção de portagens é uma decisão política que ultrapassa a Brisa", referiu, indicando estar "inteiramente disponível para a aplicar se o Estado assim decidir".

A Brisa lembrou que "os veículos de emergência estão isentos de pagamento de portagens em qualquer circunstância e em todo o território".

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, revelou esta segunda-feira que o Governo está a avaliar a isenção de portagens nas zonas afetadas pela passagem da depressão Kristin e prometeu uma solução nas próximas horas.

"Estamos a avaliar e, nas próximas horas, traremos uma solução, com certeza", destacou, à saída de uma reunião em que participou esta segunda-feira à tarde, em Leiria, juntamente com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.

A Brisa disse ainda que nas primeiras horas, a prioridade das suas equipas operacionais "foi garantir a circulação em segurança nas autoestradas, que são infraestruturas críticas para garantir o socorro das populações e o transporte de bens".

A concessionária referiu que mobilizou mais de 200 pessoas de norte a sul do país para a região centro e restabeleceu "a circulação em todas as vias num curto espaço de tempo".

"Apesar dos prejuízos avultados que registámos nas nossas infraestruturas, só com muito esforço foi possível garantir rapidamente que era possível transitar nestas vias, em total segurança para os clientes e para os veículos de emergência", salientou.

O grupo aprovou também a atribuição imediata de um apoio solidário extraordinário no valor de 80 mil euros, ao Fundo de Emergência da Cáritas Diocesana de Leiria e ao Fundo Nacional de Emergência da Cruz Vermelha.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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