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Câmara de Setúbal quer reabrir acessos às praias até ao verão, mas reconhece que situação "continua a ser preocupante"

Autarca salientou que estão a decorrer trabalhos de emergência nas principais vias cortadas devido às intempéries, em articulação com a Infraestruturas de Portugal.

23 de março de 2026 às 19:23

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal afirmou esta segunda-feira que espera ter os acessos às praias normalizados até ao verão, mas reconheceu que a situação das estradas destruídas pelas tempestades "continua a ser preocupante".

"É preocupante, mas esperamos ter os acessos às praias de Albarquel e da Figueirinha normalizados antes do verão. Até à praia de Albarquel a situação vai ser normalizada. No que respeita à praia da Figueirinha, o acesso terá de ser feito pela estrada do alto da serra", disse Maria das Dores Meira.

A autarca setubalense, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de consignação de uma estação elevatória em Azeitão, lembrou, no entanto, que ainda se mantém o risco de derrocada de uma rocha com mais de mil toneladas sobre um troço desse percurso alternativo, na estrada do Círio (Estrada Nacional 379-1), entre a praia da Figueirinha e o portinho da Arrábida.

A presidente da Câmara de Setúbal salientou que "ainda decorrem estudos sobre a instabilidade provocada por derrocadas, nomeadamente a deslocação de pedras e detritos".

Segundo Dores Meira, a solução do problema está dependente de um estudo adjudicado pela cimenteira Secil e só depois desse estudo será possível saber que tipo de intervenção será necessária para resolver o problema e reabrir aquele troço da estrada do Círio.

A autarca salientou, no entanto, que estão a decorrer trabalhos de emergência nas principais vias cortadas devido às intempéries, em articulação com a Infraestruturas de Portugal, destacando a intervenção em curso nos acessos ao Hospital do Outão, um pouco antes da praia da Figueirinha.

Por definir está quem vai pagar as obras, uma vez que ainda não foi publicada a legislação anunciada pelo Governo após as tempestades de janeiro e fevereiro, mas Maria das Dores Meira adverte que alguns municípios, como é o caso de Setúbal, não têm, capacidade financeira para realizar as intervenções necessárias.

"O senhor ministro das Infraestruturas anunciou um investimento muito grande e a possibilidade de, através do PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência], podermos vir a minorar tudo aquilo que foram as catástrofes que resultaram das várias tempestades que aconteceram, umas seguidas às outras, mas ainda não saiu legislação que permita fazermos essas obras. E nós sozinhos não conseguimos", concluiu.

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