page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Capital mundial dos casinos inaugura primeira fábrica de baralhos de cartas de jogo

Unidade nasce de um investimento de cerca de 500 milhões de dólares de Hong Kong (54,3 milhões de euros).

07 de maio de 2026 às 07:25

Um grupo da Bélgica e uma empresa de Macau anunciaram esta quinta-feira o arranque da primeira fábrica de baralhos de cartas de jogo na capital mundial dos casinos, num investimento de 54,3 milhões de euros.

Num comunicado, a Bee Macau disse que a unidade nasce de um investimento de cerca de 500 milhões de dólares de Hong Kong (54,3 milhões de euros).

A Bee Macau resulta de uma parceria entre o grupo belga Cartamundi, um dos maiores fabricantes de baralhos de cartas do mundo e a empresa local Asia Pioneer Entertainment (APE), que está cotada na bolsa da vizinha região de Hong Kong.

Uma porta-voz da APE disse esta quinta-feira à Lusa que os testes de produção de baralhos de cartas tinham começado em 2025, mas que a produção em grande escala só arrancou no primeiro trimestre de 2026.

A APE e o Cartamundi assinaram um acordo de cooperação, que previa a "introdução de tecnologias avançadas de produção sustentável", em 27 de março, durante o Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2026.

O comunicado desta quinta-feira refere que o início oficial da produção em grande escala acontece "após testes bem-sucedidos e exportações iniciais" para operadoras de jogo em outras regiões asiáticas.

A porta-voz da APE recusou-se a revelar o local da fábrica, alegando ser "segredo comercial".

Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal.

Mas o território "dependeu durante muito tempo de cartas de jogar importadas, o que gerava riscos na cadeia de abastecimento", sublinhou o diretor geral da Cartamundi para a Ásia-Pacífico, Jason Pearce.

O executivo disse no comunicado que a abertura da fábrica "posiciona Macau não só como um centro global de jogo, mas também como produtor de material de alta qualidade para jogos".

"O mercado ganha finalmente uma opção local no fabrico de baralhos de cartas, abrindo as portas a uma verdadeira diversificação", disse o diretor executivo da APE, Herman Ng Man Ho.

Citado no comunicado, o empresário disse que os baralhos cumprem os requisitos regulatórios para poderem também ser exportados e usados em casinos de todo o mundo.

De acordo com a mesma nota, o presidente da Associação de Empresários dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola de Macau, Alan Ho, disse que a nova fábrica poderá "abrir em conjunto os vastos mercados" dos dois blocos.

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) de Macau levou uma delegação empresarial a Portugal e Espanha entre 19 e 24 de abril, acompanhando uma visita do líder do Governo local, Sam Hou Fai.

O IPIM disse que a delegação, com 120 representantes de Macau, Hengqin e de outros locais da China, assinou 109 acordos de cooperação, após mais de 220 sessões de bolsas de contactos com empresas dos dois países europeus.

Em janeiro, a empresa da Malásia Mega Fortris abandonou planos, anunciados em outubro, para produzir baralhos de cartas de jogo em Macau e lamentou a dificuldade em encontrar instalações e as elevadas rendas.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8