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Casa Pia: Carlos Cruz quer julgamento nas férias judiciais

O advogado de Carlos Cruz no processo Casa Pia vai requerer que o julgamento dos crimes de Elvas, que começa no dia 29, prossiga nas férias judiciais e esteja concluído "em três meses", disse à Lusa Ricardo Sá Fernandes.

01 de junho de 2012 às 13:49

"No dia 29 de Junho requereremos que o processo prossiga durante as férias judiciais, porque tecnicamente é possível, sendo um processo urgente, não há nenhuma razão para que não prossiga durante as férias", afirmou.

Os crimes de Elvas terão de ser julgados de novo na primeira instância depois do Tribunal da Relação de Lisboa ter decretado a nulidade do acórdão na parte respeitante aos abusos cometidos na casa alentejana.

Ricardo Sá Fernandes refere que tanto Carlos Cruz como os seus advogados não querem que o julgamento se arraste durante muito mais tempo e sobretudo desejam evitar que o processo prescreva.

"O Carlos Cruz e os seus advogados não querem que este caso prescreva. Foi por isso que requeremos que com a maior urgência fosse designado o retomar do processo. Não queremos passar pela vergonha de que este processo prescreva", explicou o advogado.

O antigo apresentador de televisão foi condenado a sete anos de prisão por dois crimes de abuso sexual de menores dependentes e com a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa a sua pena foi reduzida para seis anos.

"Dez anos na vida de uma pessoa é muito tempo. E o Carlos Cruz está obviamente cansado deste processo, um processo que lhe destruiu a vida, pessoal, familiar, social, económica, sobre todos os ângulos, relativamente a crimes que ele tem sempre proclamado que não cometeu e que não conhece as pessoas que estão envolvidas", concluiu.

Em Fevereiro, o Tribunal da Relação de Lisboa remeteu para a primeira instância a matéria relativa aos crimes cometidos em Elvas, que envolve os arguidos do processo Casa Pia Carlos Silvino, Hugo Marçal, Carlos Cruz e Gertrudes Nunes, para acautelar a prescrição, para que sejam corrigidas nulidades.

Os juízes desembargadores consideraram que os "crimes imputados aos arguidos Carlos Silvino (ex-motorista da Casa Pia) Hugo Marçal (advogado), Carlos Cruz (apresentador de televisão) e Gertrudes Nunes (proprietária da casa) ocorridos em Elvas são perfeitamente autonomizáveis" do processo de pedofilia da Casa Pia.

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