Projeto "Que Gestos Sou Nos Sons Em Que Te Vejo" explorou os sentimentos que seis peças de arte do MNMC despertavam e, a partir daí, foi solicitado às crianças que fizessem "uma reinterpretação contemporânea destas peças".
Cerca de 150 alunos de sete agrupamentos escolares partiram de obras do Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), situado em Coimbra, para criar um projeto artístico que será apresentado no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), na terça-feira.
O projeto "Que Gestos Sou Nos Sons Em Que Te Vejo" explorou os sentimentos que seis peças de arte do MNMC despertavam e, a partir daí, foi solicitado às crianças que fizessem "uma reinterpretação contemporânea destas peças", afirmou hoje o coordenador intermunicipal do Plano Nacional das Artes (PNA), António Cerdeira.
A iniciativa do MNMC, em parceria com o Plano Nacional das Artes (PNA) e este ano também com o TAGV, entre outros parceiros, envolveu alunos de agrupamentos de escolas de Alcobaça, Ansião, Cadaval, Coimbra, Mealhada e Vila Nova de Poiares, alcançando cerca de 150 crianças, além dos professores e parceiros locais, perfazendo em torno de 200 participantes no total.
O Centro Educativo dos Olivais, do Agrupamento de Escolas Martim de Freitas, em Coimbra, o Agrupamento de Escolas da Mealhada, o Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, a Escola Básica 2-3 do Avelar, do Agrupamento de Escolas de Ansião, o Agrupamento de Escolas do Cadaval e o Agrupamento de Escolas de Cister, em Alcobaça, participam nesta terceira edição do projeto.
No âmbito da iniciativa, que "iniciou em outubro, novembro", foi proposto o desafio às crianças de conhecerem, com os seus professores, um conjunto de peças da coleção do MNMC, "e depois houve uma série de momentos, de oficinas [dinamizadas por diferentes instituições], quer nas escolas, quer visitas ao museu" e ao TAGV.
O diretor do Teatro Académico de Gil Vicente, Sílvio Correia Santos, explicou que a terça-feira será marcada por uma sequência de apresentações, onde "cada escola trará a sua proposta", algumas delas musicais, outras teatrais ou de dança, por exemplo.
Na apresentação do projeto, hoje, em Coimbra, o coordenador intermunicipal do PNA expressou o desejo de que as parcerias da iniciativa continuem para o futuro, defendendo a importância de uma rede nas potencialidades educativas.
"A ideia é ir alargando sempre, consolidando esta rede", acrescentou.
A diretora do MNMC, Sandra Costa Saldanha, apontou que o projeto "tem sempre como ponto de partida as coleções do Museu Machado de Castro e que tem sempre como ponto de chegada a comunidade escolar".
"É para o Museu Machado de Castro um projeto particularmente importante e particularmente importante neste ano de 2026, em que o Museu se encontra encerrado e estará encerrado praticamente durante todo o ano", disse.
Como defendeu, a iniciativa constitui para o equipamento cultural "uma oportunidade de sair fora de portas e de contactar as comunidades".
Este projeto "tem vindo a crescer também do ponto de vista do seu alcance geográfico" e esse "é um objetivo futuro do Museu e do Plano Nacional das Artes".
Na sua intervenção, Sílvio Correia Santos afirmou que o projeto "se encaixa muito bem" na linha de mediação do TAGV, que tem sido uma estratégia "muito focada neste assumir das pessoas como agentes culturais de pleno direito e neste favorecimento do acesso à fluição, à participação e à criação", tendo ainda ressaltado a importância do trabalho em rede.
O diretor apontou ainda que, na terça-feira, decorre também uma apresentação do Museu da Música e que o TAGV montou uma oficina, chamada "Caderno Técnico", para "ajudar professores e alunos a criar um espetáculo, através da partilha prática e colaborativa de um palco e de uma estrutura profissionais", como é o caso do TAGV.
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