Há mais de uma semana que estavam estacionados na Base das Lajes 15 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana, com capacidade de reabastecer outras aeronaves.
Cinco aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana levantaram este sábado voo da Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.
Há mais de uma semana que estavam estacionados na Base das Lajes, nos Açores, 15 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana, que têm capacidade de reabastecer outras aeronaves em pleno voo.
Minutos depois da partida dos reabastecedores levantou voo também um P-8 Poseidon, aeronave militar desenvolvida para a Marinha dos Estados Unidos, projetada para a guerra antissubmarino, que tinha chegado às Lajes na sexta-feira à noite.
Logo de seguida descolou um avião C-130, habitualmente utilizado para transporte de tropas e cargas, mas que circulou junto à ilha Terceira e regressou momentos depois à infraestrutura.
Os restantes 10 reabastecedores KC-46 Pegasus permanecem estacionados na placa da Base das Lajes.
Não é possível acompanhar o percurso destas aeronaves, mas os cinco KC-46 que levantaram voo poderão estar a reabastecer aviões militares que se desloquem entre os Estados Unidos e o Médio Oriente.
Na sexta-feira, véspera do ataque ao Irão, levantaram voo das Lajes, ao início da tarde, dois reabastecedores que regressaram à noite.
Desde o dia 18 de fevereiro que se intensificou o movimento de aeronaves norte-americanas na Base das Lajes.
Para além dos 15 reabastecedores, passaram pela infraestrutura 12 caças F-16 Viper, um cargueiro militar C-17 Globemaster III e um cargueiro C-5M Super Galaxy, o maior avião de transporte estratégico da Força Aérea dos Estados Unidos.
Na segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, admitiu que os Estados Unidos podiam usar a Base das Lajes para uma operação militar contra o Irão sem avisar Portugal, mas ressalvou que o Governo defendia a via da paz.
"O uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos tem sido feito exclusivamente, e como tem de ser, de acordo com o tratado que existe entre os dois países", disse Rangel em Bruxelas.
"É apenas relativo ao sobrevoo, estacionamento, eventualmente à escala de aeronaves e essa tem sido autorizada nos termos gerais do acordo", afirmou, recordando que esse acordo prevê "autorizações tácitas, que são dadas com um prazo relativamente curso".
Rangel admitiu que, nas últimas semanas, o recurso a essas autorizações tácitas tem sido "maior do que tem sido habitual", mas salientou que isso já aconteceu "mais do que uma vez" desde que assumiu o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, em abril de 2024.
"Não há nenhum quadro que não seja o quadro geral. E, portanto, qualquer outra operação, essa não tem de ser nem autorizada, nem conhecida, nem comunicada por Portugal. Nunca foi e não era agora que ia ser", afirmou.
Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein e Qatar.
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
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