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Comerciantes da rua 31 de janeiro "desesperados" com obras do metro do Porto

População ameaça bloquear o trânsito no final daquela via em protesto.

20 de abril de 2026 às 20:19

Os comerciantes da rua 31 de janeiro, no Porto, estão "desesperados" pelos sucessivos atrasos nas obras do metro e ameaçam bloquear o trânsito no final daquela via em protesto, revelou esta segunda-feira à Lusa o presidente da associação.

Segundo Costa Pereira, os comerciantes foram esta segunda-feira surpreendidos com o "fecho quase completo da circulação pedonal na rua [em obras devido à ampliação do metro], quando o combinado com a empresa é que haveria carros à esquerda, um pequeno estaleiro ao meio e as pessoas a circular no lado direito".

"Hoje fecharam tudo, deixaram um bocadinho para as pessoas passarem do lado direito", revelou o presidente da Associação Rua 31 de janeiro Porto Com Vida, que "apenas pede que seja aberto um corredor da Estação de São Bento para cima que permita a quem chega ao Porto ter acesso aos comerciantes de 31 de janeiro".

Lembrando que as obras duram desde 2021, Costa Pereira revelou haver pessoas que "estão sufocadas, dezenas de famílias que não têm dinheiro nem para pagar as rendas das lojas".

"As obras têm de ser feitas, nós admitimos isso, mas podiam equilibrar", continuou o comerciante, para quem a situação "é inadmissível na baixa do Porto, numa das principais ruas".

Culpando a empresa Metro do Porto e a Câmara Municipal por "fazerem todo o tipo de alterações sem pensar nas consequências que provocam à Rua 31 de janeiro", Costa Pereira sublinha que os condicionalismos "estão a provocar uma quebra acentuada na atividade económica, colocando vários negócios em risco iminente de falência".

"Admitimos fazer uma ação de protesto no fundo da Rua 31 de janeiro, com bloqueio do trânsito atualmente em circulação, com o objetivo de alertar as entidades competentes e a opinião pública para a urgência de retificação desta situação", disse.

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