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Metrobus do Porto deixa hoje de ser gratuito e arranca serviço comercial

Passageiros do autocarro a hidrogénio passarão agora a ter de validar o seu título de transporte para fazer o percurso de cerca de 12 minutos.

20 de abril de 2026 às 07:27

O metrobus do Porto inicia, esta segunda-feira, o seu serviço comercial entre a Casa da Música e Praça do Império, deixando de ser gratuito após 51 dias de período experimental, ficando a faltar a segunda fase até à Anémona.

Os passageiros do autocarro a hidrogénio passarão agora a ter de validar o seu título de transporte para fazer o percurso de cerca de 12 minutos, que é totalmente segregado na Avenida da Boavista (Casa da Música até à zona do Colégio do Rosário), mas partilhado com os automóveis na Avenida Marechal Gomes da Costa.

O período experimental do metrobus, serviço da Metro do Porto operado pela Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), estava previsto ser de um mês, mas em 30 de março foi anunciada a sua extensão até 19 de abril, iniciando-se o serviço comercial esta segunda-feira.

Cerca de um ano e meio após o fim das obras entre Casa da Música e Império, o metrobus do Porto arrancou em 28 de fevereiro a fase experimental gratuita ao público, operando entre as 06:00 e as 22:00, com frequências de 10 minutos às horas de ponta e 15 minutos nos restantes horários, frequências previstas também para o serviço comercial, sendo tempos abaixo do previsto aquando do anúncio do projeto, em 2021.

O canal segregado da Avenida da Boavista foi utilizado por modos suaves de mobilidade como bicicletas e trotinetes, o que continuou a acontecer durante o período experimental, mesmo após a Câmara do Porto ter implementado um limite de 30 km/h de velocidade na via direita da Avenida da Boavista com sinalização e pintura, sem proteção física aos modos suaves.

O metrobus é um autocarro a hidrogénio que circula nas avenidas Marechal Gomes da Costa e Boavista, com paragem nas estações Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros.

Para já, fica de fora a extensão do serviço até à Anémona, com paragens em Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, que está em obras.

O metrobus do Porto regista uma média de seis mil viagens por dia, anunciou, em 26 de março, a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, durante o IV Congresso das Cidades e Vilas que Caminham, no Porto, defendendo ser "absolutamente essencial" assegurar medidas que permitam reduzir tempos de viagem em transporte público face ao individual.

Segundo a governante, "o BRT [Bus Rapid Transit, vulgo metrobus] veio efetivamente fazer uma mudança estrutural na mobilidade urbana e metropolitana", ressalvando, contudo, que é "absolutamente essencial" que se assegure que é possível ter transporte público com tempos de viagem competitivos face ao transporte individual.

Para Cristina Pinto Dias, devem os políticos trabalhar "essa dimensão e essa componente, para que as pessoas sintam que faz diferença andar de transporte público, que fazem a viagem de forma mais rápida, portanto, em menor espaço de tempo".

"Estamos a falar de 76 milhões de euros que saiu do bolso dos contribuintes. E, portanto, é importante que se maximize este ativo que está, neste momento, ao dispor da mobilidade, no caso, da mobilidade da cidade do Porto", frisou.

De acordo com o estudo de procura realizado, o potencial de captação da linha Império-Boavista é de 7,4 milhões de passageiros em 2027, "ano cruzeiro da operação".

O conjunto dos veículos e do sistema de produção de energia custaram 29,5 milhões de euros, e a empreitada no terreno custou cerca de 76 milhões de euros.

A Metro do Porto e a STCP asseguram que, em articulação com a Câmara do Porto e o Ministério das Infraesturutras e Habitação, "têm vindo a cooperar intensamente na melhoria de todos os sistemas associados ao metrobus".

"Dos inquéritos realizados aos clientes (mais de três mil entrevistas presenciais nas estações e veículos), resulta uma taxa de satisfação com o serviço de 8,7 (em 10). Em termos de desempenho da operação, verifica-se um tempo médio de viagem entre a Casa da Música - Império de 12 minutos e meio", segundo as duas empresas.

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