Atualmente, não há um passeio contínuo entre o terminal de chegadas e a zona da EN107 onde será construída a estação.
A Câmara da Maia e a ANA Aeroportos têm "um projeto de melhoria de acessibilidade" à futura estação do metrobus do aeroporto, localizada a cerca de 250 metros do terminal de chegadas, adiantou esta sexta-feira a Câmara de Matosinhos.
"A ANA Aeroportos e a CM [Câmara Municipal] da Maia possuem já um projeto de melhoria de acessibilidade pedonal a este ponto da estação", pode ler-se numa resposta desta sexta-feira de fonte oficial da Câmara de Matosinhos, promotora do projeto do metrobus, apesar de parte dele estar localizado na Maia, também no distrito do Porto.
Na quinta-feira, a Lusa noticiou que a estação do metrobus de Matosinhos ficará localizada a cerca de 250 metros de distância da área de chegadas do aeroporto, sem um interface integrado com o terminal, como tem o Metro do Porto.
Sobre esta questão, a Lusa questionou a Câmara de Matosinhos por que motivo não haverá uma ligação mais próxima à zona das chegadas do aeroporto e, tendo em conta que se espera que seja usada por pessoas com malas, quais as acessibilidades garantidas para este tipo de utilizadores.
Também questionou a autarquia liderada por Luísa Salgueiro (PS) se já foi feita alguma articulação com a ANA Aeroportos para assegurar que há um passeio contínuo desde a estação até à zona de chegadas e como ficará inserida a estação na Estrada Nacional (EN) 107.
A Lusa também tinha questionado a ANA Aeroportos, sem resposta.
Atualmente, não há um passeio contínuo entre o terminal de chegadas e a zona da EN107 onde será construída a estação, sendo uma zona que privilegia o tráfego rodoviário, e também de passagem e parqueamento de autocarros de turismo e longo curso.
Hoje, a autarquia matosinhense respondeu dizendo que os dois municípios e a ANA Aeroportos se encontram "a trabalhar nesse sentido de conciliação dos projetos e obras na envolvente da estação do aeroporto".
A Câmara de Matosinhos indicou que "a estação ficará no local mais próximo possível da zona das Partidas/Chegadas, junto à atual rotunda no extremo da gare, sendo facilmente acessível de forma pedonal.
Referiu ainda que as estações na Estrada Nacional 107 "serão posicionadas no eixo central da via, com acesso de ambos os lados, dependendo do sentido de circulação".
Em causa estão 9,75 quilómetros de extensão, dos quais 1,2 no concelho da Maia, com 11 estações: Mercado; Senhor de Matosinhos; Exponor/Leça da Palmeira; Veloso Salgado/Centro de Investigação, Inovação e Incubação da Universidade do Porto; MarShopping; Jomar; OPO City; Mário Brito; Aeroporto; Botica; Verdes.
Estão previstos interfaces com o Metro do Porto no Mercado, Senhor de Matosinhos, Botica e Verdes.
O serviço terá uma velocidade média de 25 quilómetros por hora e perfis diferenciados de via, dividindo-se entre via dupla, via única bidirecional e inserção no trânsito banalizado, ou seja, não será um metrobus puro, totalmente separado do restante tráfego.
Terá ainda uma "frequência de 15 minutos, quatro circulações por hora e por sentido, nas horas de ponta" e de 20 minutos "nos horários de menor procura", com integração na rede tarifária Andante.
O percurso, que atravessará a ponte da Autoestrada (A) 28 sobre o rio Leça, será feito com autocarros articulados elétricos de lotação mínima de 140 lugares.
"O metrobus representa um investimento de 23 milhões de euros (+IVA) em infraestruturas e mais quatro milhões na aquisição de veículos. O projeto é financiado pelo Fundo de Transição Justa, no âmbito da aposta nacional na mobilidade descarbonizada e na neutralidade carbónica", refere ainda a autarquia.
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