Em conjunto com a Direção-Geral da Saúde e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a OPP lançou um guia prático com indicações para a população em geral, crianças e idosos.
A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) lançou, em conjunto com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), um guia prático dirigido à população devido ao mau tempo. Chama-se “Como Recuperar Emocionalmente de Situações de Tempestade e Inundações?” e oferece orientações para lidar com o impacto psicológico destes fenómenos extremos que Portugal está a viver na sequência deste comboio de depressões.
Devido a estes fenómenos, é natural as pessoas sentirem medo, raiva e até sentimentos de injustiça ou estados de choque. Para combater estes sentimentos, a OPP deixa alguns conselhos práticos, destinados à população em geral, crianças e idosos.
- Aceitar o impacto emocional. Sentir emoções intensas é uma parte da resposta natural a tempestades e inundações. Por muito dolorosas que sejam, para que diminuam, é preferível expressá-las, em vez de as ignorar ou evitar.
- Falar sobre o que sentimos. Mesmo que não nos sintamos completamente preparados/as para falar sobre o que aconteceu, pode ser útil partilhar aquilo que estamos a sentir. Falar ajuda. Contudo, também é válido ficarmos em silêncio com alguém em quem confiamos – sentindo que não estamos sozinhos/as a travar uma luta dentro de nós.
- Resistir à vontade de resolver tudo sozinhos/as e de uma vez. É compreensível querer “voltar ao normal”, mas esse sentimento de urgência pode aumentar o risco de acidentes. Foque-se em pequenas coisas de menor risco.
- Preparar um plano de contacto quando as redes de comunicações habituais falham. Combine um ponto de encontro com familiares, para o caso de ficar sem telefone e/ou internet. Mantenha contactos importantes escritos num papel e, para obter informações e pedir ajuda, recorra a vizinhos/as e a pontos de apoio locais (por exemplo, junta de freguesia, bombeiros/proteção civil). Em situações de emergência, ligue 112.
- Conectar com pessoas que também viram a sua vida afetada. Pode ajudar escutar e falar com pessoas que passaram por situações semelhantes às nossas.
- Gerir a visualização de notícias sobre inundações e tempestades. É importante mantermo-nos informados, mas estar sempre exposto às notícias ou imagens dos danos, destruição e sofrimento das pessoas pode causar-nos ainda mais sofrimento.
- Pedir ajuda para retomar as atividades diárias. É importante, aos poucos, retomar as atividades habituais do dia a dia, especialmente atividades que nada tenham a ver com as inundações e tempestades, por exemplo: preparar refeições, levar as crianças à escola, fazer uma pequena caminhada, outras atividades de lazer.
O guia tem também conselhos direcionados para crianças, que podem ficar mais assustadas ou preocupadas nestas alturas. É importante que os pais estejam especialmente atentos, podendo adotar as seguintes recomendações:
- As crianças podem estar mais vulneráveis a acidentes quando há detritos, buracos escondidos por água, árvores caídas, cabos elétricos, vidros, lama, entre outros riscos. Algumas medidas simples que podem reduzir os riscos são: falar com a criança sobre perigos; verificar a casa antes da criança circular livremente (por exemplo, tomadas/eletricidade); definir áreas seguras para brincar e manter a supervisão próxima de uma pessoa adulta.
- Estar física e emocionalmente disponíveis. As crianças mais novas podem “precisar de colo” e contacto físico adicional. Outras crianças/jovens podem preferir dialogar, ou necessitar de mais tempo em família.
- Validar o que estão a sentir. Podemos incentivar as crianças e jovens a expressar como se sentem. Assegurar à criança/jovem que aquilo que sente é compreensível e natural. É importante relembrar que a culpa de tempestades/inundações não é da criança. Devemos evitar responder “não te preocupes” ou “já viste a sorte que tens?”, pois estas respostas podem fazer com que se sinta desvalorizada ou criticada.
- Responder a dúvidas. Muitas crianças precisam de organizar a “história” do que aconteceu (antes, durante e depois). Pode ser útil oferecermo-nos para responder às suas questões sobre as inundações ou tempestades (por exemplo, como acontecem estes fenómenos, que pessoas conhecidas foram afetadas) ou sobre o futuro.
- Manter a previsibilidade e as rotinas habituais. Manter ou desenvolver novas rotinas para as refeições, as atividades e a hora de dormir pode ser muito tranquilizante para a criança/jovem. As regras também devem manter-se. Reduzir as “surpresas” e situações que possam ativar emocionalmente a criança/jovem é igualmente importante.
- Incentivar a realização de atividades de lazer. Devemos incentivar as crianças/jovens a realizarem atividades de que gostam. Distraírem-se é bom e devolve a sensação de “normalidade”, assim como conviver com amigos, colegas ou outras crianças.
As pessoas idosas podem ficar confusas e desorientadas. Por isso é importante nestas alturas ter atenção a alguma situações.
- Garantir contacto regular e previsível. Combine um “check-in” diário (telefonema, mensagem, visita) e, se possível, um plano alternativo caso falhe a eletricidade/rede, por exemplo, definir um ponto de encontro seguro e um horário combinado para se procurarem; deixar contactos de vizinhos/familiares próximos escritos num papel; ou combinar que, se não houver resposta, alguém passa pela casa a uma determinada hora.
- Criar um plano simples de segurança e evacuação. As pessoas idosas podem ter receio de que as inundações e danos da tempestade voltem a acontecer. De forma calma e sem alarmismo, podemos estabelecer um plano em conjunto, caso se repetiam
- Garantir uma rede de suporte. Composta por familiares, amigos, vizinhos e organizações e que lhes permitam ter ajuda diária; seja para ter acesso a alimentação ou cuidados, apoio em tarefas domésticas, ou para falar.
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