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Concurso para torres de vigilância em Vale de Judeus volta a ficar deserto

Com o preço base que tinha sido definido, não apareceram interessados em executar a obra anunciada há cerca de um ano.

16 de fevereiro de 2026 às 13:10

 O concurso para a construção de duas torres de vigilância na cadeia de Vale de Judeus, no valor de 495 mil euros, ficou deserto pela segunda vez, avançou esta segunda-feira a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP).

Em resposta escrita enviada à Lusa, a DGRSP explicou que, face à falta de candidatos que se verificou em relação ao concurso que terminou no dia 04 de fevereiro, está a trabalhar "no lançamento de novo procedimento concursal".

O primeiro concurso, lançado em outubro de 2025, não teve candidatos, tendo o diretor-geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais, Orlando Carvalho, admitido em entrevista à Lusa, no início de fevereiro, que o valor de cerca de 418 mil euros era baixo.

"Com o preço base que tinha sido definido, não apareceram interessados em executar a obra" anunciada há cerca de um ano pelo Ministério da Justiça e que faz parte de um conjunto de medidas de reforço de segurança tomadas na sequência da fuga de cinco presos da cadeia de Vale de Judeus, em setembro de 2024.

Além das torres de vigilância, outra das medidas tomadas na sequência da fuga de setembro de 2024 foi a instalação de inibidores de sinal, cujo projeto-piloto terá lugar precisamente na prisão de Vale de Judeus.

A instalação está em curso, tinha sido apontada a sua conclusão para o final de fevereiro, mas o diretor-geral das prisões sublinhou, também em entrevista à Lusa, que "podem sempre acontecer vicissitudes, como aconteceu neste momento em que ainda vivemos, a questão do temporal, que atrasou necessariamente os trabalhos". "Mas [a instalação] está em execução e penso que a breve trecho estarão em funcionamento", acrescentou.

Sobre os inibidores, Orlando Carvalho explicou que os telemóveis e os drones deixam de ter sinal, ficando os serviços da prisão com acesso a telefone fixo, ao Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) e ao sistema de rádio.

Além disso, o "sistema [dos inibidores] pode ser ligado ou desligado em caso de necessidade. Portanto, é sempre operado dentro do estabelecimento prisional ou no centro nacional", acrescentou.

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