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D. Tolentino Mendonça ascende a cardeal em outubro

Papa Francisco anunciou este domingo no Vaticano a nomeação do arcebispo português.

02 de setembro de 2019 às 08:58

O Papa Francisco anunciou este domingo a nomeação do arcebispo português D. José Tolentino de Mendonça, responsável pelo Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticanista, como novo membro do Colégio Cardinalício. O consistório para a criação de 13 novos cardeais, entre os quais dez com direito a voto na eleição do Papa, está marcado para 5 de outubro, no Vaticano.

Com a criação cardinalícia de D. Tolentino, Portugal passa a ter, pela primeira vez na história, cinco cardeais - o terceiro a ser designado no atual pontificado. O arcebispo, natural da Madeira, foi o segundo a ser anunciado por Francisco, após a recitação dominical da oração do Angelus. "Rezemos pelos novos cardeais, para que, confirmando a sua adesão a Cristo, me ajudem no meu ministério de bispo de Roma, para o bem de todo o santo povo fiel de Deus", apelou este domingo o Papa.

D. Tolentino de Mendonça, 53 anos, , doutorado em Teologia Bíblica, foi ordenado padre em 1990. Em junho de 2018, foi indigitado como arquivista e bibliotecário da Santa Fé, cargo pelo qual lhe foi atribuído o título de arcebispo. O até então vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e diretor da Faculdade de Teologia passou a tutelar a mais antiga biblioteca do mundo. A relevância do novo cardeal como "filósofo, pensador, escritor, professor e humanista", foi sublinhada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, após o anúncio da nomeação.

D. Tolentino de Mendonça passará a ser o segundo elemento mais jovem do Colégio Cardinalício, logo após D. Dieudonné Nzapalainga, arcebispo de Bangui, na República Centro-Africana, de 52 anos. O Colégio que reúne atualmente 215 purpurados - o número de cardeais poderá chegar aos 228 em outubro. D. António Marto foi o último português a ser feito cardeal, em junho de 2018.

Eleição do novo Papa nas mãos de três portugueses

Com a elevação a cardeal de D. Tolentino, Portugal tem pela primeira vez, para além de cinco cardeais, três com menos de 80 anos e direito a voto num conclave, a reunião de purpurados para a eleição do Papa. D. Manuel Clemente tem 71 anos e D. António Marto, 72. Fora dos eleitores, mas com a possibilidade de serem eleitos, estão D. José Saraiva Martins (87 anos) e D. Manuel Monteiro de Castro (81 anos).

Papa Francisco ficou preso no elevador 25 minutos

A recitação do Angelus, à qual se seguiu o anúncio da nomeação do novo cardeal português, começou ontem com um atraso de 7 minutos, depois de o Papa Francisco ter ficado preso num elevador no Vaticano, na sequência de uma falha elétrica, durante 25 minutos. A revelação foi feita pelo Santo Padre, que só escapou com a ajuda dos bombeiros da Santa Sé. "Graças a Deus, chegaram os bombeiros, agradeço-lhes muito", afirmou aos fiéis.

PORMENORES

Marcelo felicita arcebispo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a nomeação de D. Tolentino de Mendonça traduz o "reconhecimento de uma personalidade ímpar", tendo avançado que tenciona estar presente, em outubro, na cerimónia de imposição do barrete cardinalício.

Preside às comemorações

Em nota, Marcelo Rebelo de Sousa recorda que será o novo cardeal português a presidir às comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que decorrem no próximo ano no Funchal, Madeira, ilha onde o prelado nasceu.

46º cardeal português

Portugal teve até hoje 45 cardeais. O primeiro, Mestre Gil, foi nomeado por Urbano IV (1195- 1264). D. José Tolentino de Mendonça será o 46º da lista.

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