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Correio da Manhã

Sociedade
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Demolições de volta aos núcleos da Culatra

Um total de 22 habitações estão marcadas para vir abaixo nos núcleos do Farol e Hangares.
Tiago Griff 16 de Janeiro de 2018 às 08:53
Demolições na ilha da Culatra
Na quarta-feira foram demolidas oito habitações e trabalhos devem estar concluídos até sexta-feira. Depois segue-se a limpeza
Demolições na ilha da Culatra
Na quarta-feira foram demolidas oito habitações e trabalhos devem estar concluídos até sexta-feira. Depois segue-se a limpeza
Demolições na ilha da Culatra
Na quarta-feira foram demolidas oito habitações e trabalhos devem estar concluídos até sexta-feira. Depois segue-se a limpeza
Os proprietários de 22 construções dos núcleos habitacionais do Farol e dos Hangares, na ilha da Culatra, em Faro, foram surpreendidos no final da última semana com a receção de notificações, por parte da Polis Litoral Ria Formosa, para a tomada de posse administrativa das suas casas, para uma eventual demolição. Esta segunda fase do processo, que já levou à destruição de 51 casas em março do ano passado nos mesmos núcleos, está previsto começar no próximo dia 27 de fevereiro.

"Não posso estar de acordo com estas demolições. São inoportunas para a altura, até porque muitas destas casas ainda têm providências cautelares, com efeito suspensivo, ativas devido a processos nos tribunais", disse ao CM Feliciano Júlio, presidente da Associação da Ilha do Farol de Santa Maria, cujo núcleo habitacional (Farol) tem visadas 12 habitações, a juntar a 10 casas nos Hangares, que já tinham sido notificadas na primeira fase deste processo mas foram ‘salvas’ na sequência do recurso aos tribunais.

Feliciano Júlio lamenta a "falta de diálogo por parte do Ministério do Ambiente" nos últimos meses, depois de lhe ter sido prometido que iria ser constituída uma comissão consultiva, com a participação das associações de moradores da Culatra, entre outros organismos, para debater um novo plano de ordenamento costeiro entre Vila Real de S. António e Vilamoura. "Não houve qualquer tipo de conversa e agora somos surpreendidos com estas notificações. Não aceitamos isto e vamos lutar até às últimas consequências", promete.
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