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Despesa das ULS com medicamentos sobe 13,8% e passa os 2.200 milhões de euros

Medicamentos utilizados nos hospitais representaram 96% desta despesa.

20 de janeiro de 2026 às 15:03

As unidades locais de saúde (ULS) gastaram mais de 2.200 milhões de euros com medicamentos entre janeiro e outubro de 2025, mais 268 milhões do que no mesmo período de 2024.

Os dados constam do relatório da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), consultado esta terça-feira pela Lusa, que indicam que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) teve uma despesa nesta área de 2.206 milhões de euros nos primeiros dez meses de 2025, mais 13,8% do que os 1.938 milhões gastos no período homólogo do ano anterior.

Segundo o Infarmed, os medicamentos utilizados nos hospitais representaram 96% desta despesa -- 2.126 milhões de euros -, cabendo os restantes 80 milhões aos cuidados de saúde primários (centros de saúde).

A ULS Santa Maria destaca-se no volume de despesa com medicamentos, gastando cerca de 251 milhões de euros entre janeiro e outubro de 2025, seguida da de Coimbra (197 milhões) e da de São José (184 milhões).

De acordo com o Infarmed, os medicamentos oncológicos foram responsáveis por mais de 766 milhões de euros, representando quase 35% da despesa total do SNS no período em causa, enquanto a área terapêutica do VIH absorveu cerca de 209 milhões de euros.

O gasto com os fármacos com indicação oncológica aumentou quase 126 milhões de euros em relação ao ano anterior, enquanto os medicamentos para o VIH representaram um acréscimo de 4,3 milhões de euros na despesa das ULS.

Ao nível do ambulatório, a despesa do SNS com medicamentos chegou aos 1.569 milhões de euros até outubro de 2025, mais 177 milhões do que no mesmo período de 2024, enquanto os utentes gastaram nas farmácias cerca de 801 milhões de euros.

Nesse período, foram dispensadas pelas farmácias mais de 169 milhões de embalagens de fármacos, mais 9,1 milhões do que no ano anterior.

Os medicamentos com a substância ativa semaglutido, utilizados para a diabetes, mas também para a perda de peso, representaram um encargo para o SNS de quase 42 milhões de euros entre janeiro e outubro de 2025, mais 8,7 milhões do que no mesmo período de 2024.

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